quinta-feira, 30 de maio de 2013

Nostalgia!

No dia 15 de Abril de 2012 eu tive um sonho que mudaria minha vida. Sonhei com uma menina que havia sido humilhada e fugia, e nessa fuga acabava morrendo. Mas ao mesmo tempo sonhei com uma menina anjo que dizia que aquele não era o fim de sua história. Da primeira vez eu ignorei o sonho, até que no dia 21 de agosto eu o tive novamente, mas dessa vez com mais personagens. E então eu pensei em um título "Another Life", "Me and You Forever" e "Until my last Breath". Até que no outro dia 22, ao escrever o sonho eu tive a ideia do título "Diário Póstumo de Charlotte", já que a menina que morrera em meu sonho se chamava assim.
Ao escrever o primeiro trecho de Charlotte eu sabia que aquela história não acabava ali. E por algum tempo o esboço da história ficou vagando pelo meu computador, até que no dia 26 de Agosto de 2012 eu resolvi iniciar o primeiro capítulo da história. Nesse período o escrevendo foi bem bacana, pois haviam leitores que elogiavam a história.
Mas algo me assustava, eu não sabia qual seria o fim para aquela história, e eu sabia que uma hora deveria acabá-la. Eu estava no capítulo 13 da história, mas já pensava em seu final.
No dia 06 de Setembro indo para o aniversário de uma amiga, eu imaginei o final perfeito. Ficando eufórico ao chegar ao shopping. E então ao acabar o aniversário eu fui mais alguns amigos a um sushi bar onde eu esbocei o final para aquela história.
A história ia avançando, e avançando e cada vez que ficava mais perto do final ficava mais difícil terminá-la. Mas no dia 28 de outubro eu escrevi o capítulo 21, que era o final da minha história. E com muito orgulho anunciei que havia terminado um livro! Mas não era assim que a banda tocava, havia lacunas abertas na história, ela estava rápida, não estava uma leitura gostosa, nem para mim e nem para algum leitor. E então em 03 de fevereiro de 2013 eu comecei a reescrever os capítulos, um a um. Fechando lacunas, e tornando uma leitura deliciosa, e por fim no dia 13 de março eu havia acabado tudo relacionado a história, e então um amigo me explicou como mandá-la a uma editora.
No dia 14 de março eu mandei o e-mail para a primeira editora. Preenchi o formulário com o resumo da história.
No dia 20 de março recebi o e-mail que meu formulário havia sido aprovado e que eles haviam gostado do resumo e queriam ler a obra em si. Eu a mandei, e no dia 26 de março recebi a resposta. "Vamos publicar!" O momento mais mágico da minha vida, quando eu comecei a chorar e passei horas chorando de orgulho. Um bobo!
A pergunta é: Jairo por que isso hoje?
Bem... ao arrumar meu quarto eu dei de cara com esboços e rascunhos de capítulos feitos à mão. E me bateu uma saudade enorme, e uma onda de orgulho. Tá, eu chorei, mas é porque meu sonho está se realizando aos poucos. E então em breve poderei dizer que eu sou um autor publicado! O momento em que eu sonhava desde os 16.
Em agosto fará um ano de Charlotte, e para quem não sabe, será o mês de lançamento do livro. <3

Você que leu, obrigado.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Frozen Gypsy

Seja minha razão para ficar quando todos os meus instintos de evasão quiserem fugir.
Seja meu porto quando meu navio retornar de águas turbulentas.
Me dê razões para viver mais um dia aqui, sem sentir vontade de partir.
Seja meu álibi, seja minha fuga, não deixe que esse pobre cigano abandone essa terra novamente.
Prenda-me aqui com teu abraço, dê-me seu calor e aqueça meu coração, derreta essa pedra de gelo presa dentro de meu peito.
Seja o que eu preciso, seja o paraíso. O paraíso que eu só encontro em você.
Creio que a razão de eu ainda estar aqui, é a esperança de poder ver o sol nascer novamente em seus olhos.
Como na primeira vez que te vi... quando pensei que o sol em sua magnitude nascia dentro de seus olhos e iluminavam todo o mundo. E aquecia meu coração.

Mas antes de tudo, antes que eu parta, derreta meu coração.

sábado, 25 de maio de 2013

Trecho: A Chave da Magia.

A Chave da Magia
PRÓLOGO:

Sabe qual a sensação de sua mente estar acordada enquanto seu corpo luta para dormir? Aquela noite não deveria ser diferente das demais, ultimamente eu estava sofrendo de insônia, e com pesadelos horríveis. Eram coisas de outro mundo, pessoas com capas negras que lançavam magias de varinhas mágicas, coisas bem surreais. Coisas que somente aqueles autores de livros de fantasia tinham em mente, a mesma sensação de ler um livro da autora Britânica J.K. Rowling pela primeira vez. Era a mesma sensação de magia que transbordava de meu sonho. Aquilo me parecia tão real que me fazia acordar sufocado no meio da noite. Meu corpo lutava para desligar meu cérebro, mas era quase que impossível, o sonho martelava na minha mente, era frequente, estava se repetindo havia uma semana. Meus olhos abriram-se abruptamente quando uma magia foi lançada em minha direção, aquele com certeza havia sido mais real que os demais sonhos. Meu corpo estava pingando em suor, mesmo com a janela do quarto aberta. Sentei-me sobre a cama ofegante, puxei minhas pernas para perto do meu tronco e fiquei pensativo encarando minha estante de livros. O relógio digital que estava sobre o criado-mudo ao lado de minha cama marcava meia noite. Uma hora nada agradável para se ter pesadelos. Por que o sonho daquela noite havia sido diferente? Por que o mesmo sonho todas as noites? Minha mente estava tão preguiçosa assim que não conseguia fabricar novos sonhos? Várias perguntas começaram a se formar em minha mente. Meneei a cabeça afastando aqueles pensamentos de minha cabeça. Resolvi deitar-me novamente para tentar dormir.
         Eu estava quase fechando meus olhos quando uma luz vinda de minha estante de livros começou a brilhar dentro do meu quarto. Iluminando todo o quarto, iluminando os lençóis brancos de minha cama. Olhei rapidamente para a estante e apenas um livro de lá brilhava. Ele tremia, e tentava sair da estante, quase como algo que tivesse vida. Logo ele conseguiu seu objetivo e começou a flutuar em minha direção, eu estava assustado, eu não sabia o que fazer. Gritar iria acordar meus pais. Então estava fora de cogitação. Até ali a cena não oferecia nenhum perigo. Era apenas um livro flutuando em minha direção, meio previsível não acha? Claro que não. Eu e meus pensamentos irônicos. Encolhi-me sobre a cama, o livro continuava a vir em minha direção. Esfreguei os olhos, aquilo poderia ser uma alucinação, ou quem sabe um sonho lúcido? Eu havia lido sobre aquilo em algum lugar. Mas como era possível sonhar acordado? Isso eu não sabia exatamente como, se era que eu estava acordado. O livro estava ficando cada vez mais próximo, parando fronte a mim. Algo em minha mente dizia que eu devia estender minhas mãos, e eu obedeci.
O livro repousou sobre meus braços. Ele era meio envelhecido, parecia empoeirado. A capa tinha uma cor de papel velho ornamentado com cantoneiras brilhantes parecidas com ouro. Aquilo poderia ser ouro, ou era apenas algo semelhante? Na capa havia um pentagrama com asas cheias de penas estampados. Aquilo era um símbolo que eu nunca havia visto em minha vida, mas não ignorei. A curiosidade tomou conta de mim. Havia uma tranca de ouro que selava o livro, evitando que qualquer um pudesse abrir. Realmente aquilo estava travado, e só poderia ser aberto com algum tipo de chave. Que legal, um livro trancado que flutua. Pensei.
Uma corrente em meu pescoço começou a erguer-se. Havia uma corrente em meu pescoço antes? Eu não conseguia lembrar-me se ela estava ali antes, era estranho. Muitas coisas estranhas estavam acontecendo naquela noite, teria aquelas coisas a ver com o sonho? Se não bastasse ter uma corrente de prata em meu pescoço que flutuava ainda havia um pingente em formato de chave nele. A Chave flutuava em direção ao livro. Ambos estavam conectados por algo que eu não conseguia saber. Por um momento todas as peças começaram a se encaixar. Aquela chave poderia abrir o livro estranho. Retirei a corrente de meu pescoço e coloquei a chave na fechadura do livro. Girei-a duas vezes, e o livro abriu-se abruptamente. Suas folhas brilhavam. Um Cheiro de lavanda delicioso tomou conta do quarto, quando eu abri o livro. Na primeira página havia umas inscrições que eu não conhecia, parecia um idioma antigo que eu não tinha conhecimento. Era latim.
“Sed virtus lucis ad perspiciendum est huius. Modo electus cum notis supinus.”
Uma pontada de dor atingiu minhas costas. Era como se estivesse queimando, apenas um ponto, mas logo se alastrou como se minha carne queimasse, a queimação aumentava de acordo com o aumento da mancha. Fogo sem fumaça, fogo dolorido, fogo sem cheiro. Saltei da cama, acendi a luz e retirei minha camisa rapidamente. Aquilo queimava e eu abafava os gritos de dor, explicar aquela dor para meus pais seria demasiado complicado. Corri para frente do espelho grande. Minha pele branca estava vermelha manchada por linhas negras. Aquelas linhas moviam-se e aumentavam, como se minhas costas fossem uma tela branca diante de um pintor. As linhas só aumentavam e com elas a dor, estava sentindo como se um ferro quente estivesse rompendo minha carne. Peguei minha camisa e coloquei entre meus dentes cerrados, eu não podia gritar. O desenho negro em minhas costas estava se estabilizando, o desenho de traços negros em minhas costas era um par de asas angelicais, todas as penas estavam bem desenhadas e vívidas em minhas costas. A queimação havia cessado, a vermelhidão desaparecido, restava apenas a tatuagem estampada em minha pele. Como explicar aquilo para seus pais? Oi mãe, essa tatuagem apareceu em minhas costas. Mesmo repetindo aquilo várias vezes, em minha mente aquilo não soava convencional. Teria muito a explicar, ou muito a mentir. Meus pais nunca foram as pessoas mais compreensíveis do mundo. Coloquei a camisa novamente, afinal, de agora em diante eu teria que usar camisa todo o tempo em casa. Nada de nadar de shorts na piscina em dias de calor. Aquilo não me soava justo.
Retornei para a cama, como se nada tivesse acontecido. O livro continuava aberto sobre a minha cama. Fitei-o mais uma vez e algo me chamou a atenção. As inscrições que antes estavam ilegíveis agora estavam compreensíveis.  Apressei-me a ler, havia escrito a seguinte frase:
“Somente um ser de luz poderá entender as virtudes desse livro. Somente o escolhido, aquele com marcas nas costas.”
A frase me deixou ainda mais assustado. A tatuagem em minhas costas, a chave e o livro estavam conectadas entre si. Mas por que aquela noite? Quando toquei o livro mais uma vez, senti uma luz em minhas costas, era como se as marcas em minhas costas brilhassem e o livro brilhava junto com as mesmas. Uma bola de luz saltou do livro, ela começou a moldar-se em cilindro e depois em uma vareta. Estendi minha mão direita até aquele corpo luminoso e agarrei-o. Em minhas costas a tatuagem tornou-se asas de penas brancas e lindas. E o corpo luminoso em uma varinha de mogno, semelhante às varinhas usadas pelos seres em meu sonho. Não sabia se a cena poderia ficar mais estranha. Quando ouvi passos no corredor adjacente ao meu quarto, fechei rapidamente o livro, levantei-me rapidamente e larguei a varinha e o livro sobre minha escrivaninha. As asas em minhas costas desapareceram, então apaguei a luz e cobri todo o meu corpo com o lençol, fingindo dormir.
Um livro mágico, uma varinha, uma chave e uma tatuagem, aquilo era demasiado para apenas uma noite. Sonhos estranhos podem causar essas coisas. Desliguei meu cérebro, conseguindo finalmente dormir. Dessa vez sem sonho ou pesadelo algum. 
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Espero que gostem, esse é o prólogo do meu próximo livro. 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Maré nostálgica

Que maré nostálgica. É como se eu fosse bombardeado por todas as coisas não boas que eu já fiz. Como se meus poucos esforços bondosos tivessem sido apagados com algum tipo de borracha sádica. Como se meu barco de boas intenções tivesse naufragado no mar das péssimas memórias. Mesmo mantendo os olhos fechados ou abertos, mesmo mantendo a boca aberta, na tentativa de gritar por socorro, fechava-a para não adentrar água. Ninguém me escutaria, estou perdido no meio desse vasto mar. Eu fora tão cruel assim? O que eu fiz? Não posso começar de novo, mesmo que minha fé em mim mesmo esteja abalada? Eu só estava procurando um lugar tranquilo onde eu pudesse descansar minha cabeça de tudo de ruim que já me acontecera.
As memórias ruins adentravam meu corpo como água. Quebrando cada molécula de bondade de meu corpo. O gosto salgado era diferente do amargo da tristeza, era agonizante. Meus pulmões estavam quase sufocando, estou me afogando. Meu corpo estava sem reação, sem movimento, eu apenas me sentia afundando, cada vez mais e mais. E esse seria o fim de meus dias, afogado em arrependimentos de coisas que fiz e de coisas que não fiz. As coisas que não fiz eram as que me sufocavam, as escolhas erradas que fiz eram as que me afogavam; as que me puxavam para baixo. Cinquenta mil lágrimas eu havia chorado.
Minha mente lutava bravamente para não desligar-se, já que meu corpo recusava-se a se mover. Eu não conseguia nadar, não iria submergir, eram como mãos humanas que me puxavam. Mãos de pessoas cruéis me puxavam para baixo, e cada vez mais baixo e mais baixo.
Era meu fim, morreria afogado em palavras que não dissera.
Meu cérebro estava cansado de lutar, e aos poucos ia se desligando, lento, lento e mais lento.
Logo adormeceu...

Despertei com um toque em meu braço, algo me puxava para fora. Eu estava atônito. Meus olhos estavam fechados, meu corpo inerte, minha mente distante, quase morta. Mas aquele toque me despertou de alguma forma. Cada vez mais me sentia perto da margem segura. Até que lábios tocaram os meus. E meus pulmões voltaram a bombear ar para todo o meu corpo, meu cérebro despertou e quando meus olhos se abriram. Eu estava de frente da pessoa amada, a qual nunca dissera: Eu te amo.

E eu estava salvo.

It's over! It's over! It's over!

Ontem de madrugada eu terminei o processo de revisão do "Diário Póstumo de Charlotte". Eu não consegui apenas revisar algumas partes, mas eu substituí algumas coisas, e escrevi até parágrafos a mais. E ficou simplesmente mais lindinho. Estou bastante ansioso para ver os processos finais do livro. Eu tive de mudar alguns nomes de personagens, como a égua da mãe de Sophia, ela se chamava Magali, agora se chama Bree. É um nome que eu gosto. 
Havia trechos em inglês, que após ler e reler acabei achando ridículo. E então eu fiz como minha titia Stephenie em seus livros, há trechos de músicas em seus livros, etc. E a editora traduziu e ficaram simplesmente lindos. E até deixaram alguns fãs daqueles grupos animados ao ver um trecho de sua música preferida no livro, mesmo em tradução. Bem foi isso que eu fiz. Mas claro que eu adaptei. E atrás, na última folha, vai uma playlist. Lá tem as músicas que tem em cada capítulo. Agora não estou mais inseguro, estou confiante. E eu consertei vários e vários erros que tinham ao longo da narrativa. Tinha erros de tempo, e ter um erro desses em um livro é algo absurdo. Bem ao meu ver agora não há erro nenhum. 
Agora apenas mais uma revisão de alguém especializado no assunto e depois diagramação e hifenização. Nossa, estou muito ansioso para ver a capa. E por fim impressão.
O livro não vai ser muito grande, creio que são 210 páginas no máximo, ou mínimo, não o sei. 
E também algo que eu não me atentei foi que ao longo do livro eu não expliquei o belíssimo poema que o abre. Que foi escrito por um poeta negligenciado, meu preferido. E que poucos o conhecem, bem não o conhecem como poeta. Mas se não eu vos apresento um grande amigo. 
Poema a baixo:
A vida, amarga como fel.
A morte, doce como mel.
A vida, complicada.
A morte, simples.
Os vivos, fúteis.
Os mortos, etéreos.
Mas se este é o caso,
Por que existe o medo de morrer?

Hideki Suzuki


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tão distante... sempre obstante, e um pouco ignorante.

Alguns dias sem postar no blog, mas sempre é bom voltar para casa. Bem, por esses dias estou fazendo a revisão do meu primeiro livro. E editora o fez, mas há coisas que somente o autor pode fazer. Tipo... substituição de nomes de personagens que não condizem com a cultura abordada no livro. Já o fiz com duas personagens. 
Acrescentei trechos, e algumas coisas, e expliquei coisas que antes estavam vagas. E também consertei erros no tempo da história, que creio eu, meus primeiros leitores, nem a revisora, os notaram. 
Eu estou adorando trabalhar com coisas relacionada ao meu livro, eu fico muito feliz, ler linhas e mais linhas que foram preenchidas por mim é um orgulho imenso. 
Bem eu escrevi um poema, no post abaixo, espero que gostem, faz séculos que não escrevo poema nenhum no blog, mas olha, Maio é um mês que me inspira à poemas. Então eu o fiz. Sempre é bom aprender, hoje por exemplo aprendi coisas bem úteis. 
Você que acompanha meu blog, obrigado por o fazer, você que lê, você que tem uma enorme paciência comigo, que eu sei que não é fácil me aturar. Obrigado! De verdade, obrigado. 
A frase de hoje vem de uma citação que Charlotte faz à nossa grande Clarice Lispector.

Tenho medos bobos e coragens absurdas.
Jairo Sarfati.

Soneto da Confusão.


Quero seu abraço, 
quero seu carinho, 
sem ti eu vivo sozinho. 

Quero seu beijo, 
quero seu desejo, 
quero você. 

Quero seu toque, 
Não que que me esnobe. 
Quero você. 

Quero sua cura, 
com sua roupa escura, 
e sua mão que me segura. 

Quero sentir sua falta, 
quero dizer em voz alta, 
que eu gosto de você. 

Quero você em Janeiro, 
quero você o ano inteiro, 
mas quero seu beijo primeiro. 

Quero seu olhar sedutor, 
quero sentir seu calor, 
eu quero o seu amor. 

Mas diga-me, antes que eu enlouqueça 
você quer que eu esqueça, 
que eu gosto de você?

Por que não me namora? 
Por que que vais embora?
Mas eu te quero agora, 
sem demora. 

Quero seu sobrenome no meu, 
quero ser teu Romeu, 
Não me importa, quero ser seu. 

Quero você para mim, 
quero você no altar a dizer sim. 
Quero seu sim,
Eu te desejo assim. 

Case comigo, 
esteja comigo, 
viva comigo, 
envelheça comigo, 
me considere seu amigo. 
Mas ouça o que eu digo: 
Eu amo você. 

Me diga que te comovi, 
se não te vi, 
sua falta senti.
Mas diga-me, por fim, 
como posso sentir falta de ti,
se eu nunca te tive? 

Obrigado por ler, 
Jairo Sarfati.

domingo, 19 de maio de 2013

Feliz um ano de Blog!


 EU QUEBREI UMA PROMESSA, me desculpem de verdade. Eu prometi não abandonar o blog por muito tempo, mas já faz alguns dias que eu não o uso. Pois é, estou de volta. Com novidades, vocês ficaram sabendo que eu voltei a escrever "O Starling", e que o subtítulo é "A Profecia", bem ele provavelmente terá uma continuação, que seria "A Ascensão", mas não é bem certeza... Talvez eu acabe o livro ainda nesse livro. Não sei, ficaria muito extenso. Não sei se leriam. Mas enfim, eu vou ver. Até outubro pretendo terminar, eu acabei por fazer mudanças, mas logo se arrependendo e voltando ao normal tudo. Ufa! Eu finalmente achei rumo para a história, mas continuo inseguro com a história em si, por isso pedi ajuda da Mariana e do Guilherme, espero que eles gostem. 
Nota: Só irei continuar a história se eles gostarem, se não, deletarei para todo o sempre. 
Hoje estava vendo entrevistas e vídeos de lançamentos de livros, bem... terei de palestrar em breve, mas a pergunta é: Como não corar em frente a um platéia? E como não ficar gago, ou até taciturno? 
Ai céus, só de o pensar eu já travo e fico gago, bem... Vou treinar-me ao máximo. Alguém me ajuda? Eu ensaio meu "discurso" toda noite sozinho em meu quarto, mas não tem ninguém que possa dizer-me se estar bom ou não. Só a Lexi... ó Lexi, senti sua falta. Obrigado por voltar e me fazer companhia.... 

Eu tive de mudar a foto de orelha dos meus livros, por alguma razão a editora não aceitou aquela foto. Aaaaah galera, esqueci de o dizer: 

MEU BLOG FEZ UM ANO! E então eu me comprei um presente, mas calma, já falo sobre o presente. Voltando para a foto; Eu tive de mudar, e eu até que gostei dessa foto... Gostei muito. Coloquei até como perfil do meu facebook. Hoje no meio as entrevistas que eu assisti tinha a Carolina Munhóz e o Raphael Draccon, eu sonho em conhecer os dois... espero um dia o realizar! Principalmente a Carolina Munhóz, e sim continuo ansioso por feérica. 
Algo que eu analisei na foto foi o "ENJOY THE", (aproveite o/a) e fica uma mensagem subliminar com a história, aproveite o livro. (Enjoy the Book). 
Voltando ao meu discurso futuro, eu devo ir a algum fonoaudiólogo? Acho que não... Minha madrasta disse que me ajudaria. 


1 ANO DE BLOG

Quem diria que o meu blog duraria um ano? Ninguém! Mas enfim... O tempo voou. E eu posso lembrar-me que junto com o blog nasceu um sonho. O sonho de ser um escritor e de ser publicado, e, eu estou mais perto do que nunca de ser publicado. E estou ansioso, e essa ansiosidade está acabando comigo, estou engordando. 
Com um ano de blog eu me comprei um presente, eu disse no post anterior que compraria a coleção do Harry Potter novamente, mas eu fui procurar com as capas convencionais, e não achei em coleção e sim em individual. Meu financeiro anda pouco, e então eu acabei comprando essa coleção, com capas especiais, que eu achei lindas. Além de ter um comercial bastante interessante da submarino. Então eu comprei, e agora estou ansioso que chegue. Quando chegar eu anunciarei aqui para vocês e postarei fotos, e sim, estou ansioso. 
Hoje estou lendo "As Brumas de Avalon - O Gamo-rei". E estou ansioso para ler "Garota Exemplar" e reler "Harry Potter", e céus! Minha estante não tem mais espaço... Vou ter de arranjar espaço lá, vou arrumar tudo direitinho. E estudar um jeito, vai dar certo. 
No começo do post eu fiz uma montagem de uma possível capa para "O Starling", eu gostei e achei lindo, mas as imagens foram todas roubadas da internet e de pastas antigas do meu computador. Mas velho... eu amei. 
Você que leu até aqui: Obrigado mais uma vez pelo carinho e atenção. Amo vocês! 
Galera, em breve teremos novidades no blog, e espero que vocês gostem! 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Retornando ao "O Starling - A Profecia"

Estou em processo de reescrever "O Starling", e ele está ficando, finalmente, digno à leitura das pessoas. E espero, em breve, poder postar algo sobre o livro. Mas a história alguns aqui já conhecem. Mas estou gostando de estar trabalhando novamente com esse universo, e retomar um projeto dos meus 16 anos. Que será longo e imenso. E com certeza serão dois livros e não one shoot. Mas poxa... eu começando outra saga... Talvez não. Eu posso terminar toda a história nesse único livro, embora ele ficará enorme. Mas terá a história inteira. Mas eu devo terminar até Outubro. Bem, vamos lá. Eu consigo!
Agora estou afundado em pensamentos. E não eu não vou mudar mais nada. Pelo menos eu espero que não tenha de mudar.

Post curto, para melhor leitura e por falta de coragem para fazer algo longo.
I'm still thinking about.
Jairo Sarfati 

Pensamentos ao Amanhecer


Ontem estava lendo uma matéria sobre Cinquenta tons de Crepúsculo. Que a autora de Cinquenta tons de cinza transformou uma fanfic com o tema crepúsculo dela em livro. Ok... Nem sabia se isso podia, mas de boas. A história tem os personagens parecidos com os da Stephenie, isso é um fato. Mas com nomes diferentes. Hm... Legal. 
A Intrínseca comprou os direitos de tradução por 780 mil dólares. Ai Jesus, quanto dinheiro. e-e 
Sobre esse "gênero" literário novo, que é o pornô literário para tiazonas de meia idade, esse tipo de mercado está aumentando cada vez mais. Está mais fácil publicar um livro desse gênero do que uma história de romance ou até uma história infantil. Legal, né Brasil? Pornô agora nas estantes todas... Mas enfim, não os julgo, afinal, visam mais os lucros, se é o que vende então vamos comprar. 
Por sorte.... O mercado de literatura fantástica também está aumentando, és minha esperança. <3 Já que eu não consigo escrever outro gênero que não seja fantástico. 
Num sei se convém, mas... Charlotte, era uma fanfic minha original, sem referências à nenhuma história, mas que por fazer muito "sucesso" no Nyah! Com um feed impecável sem críticas negativas e sim apenas positivas e pessoas ansiosas para novos capítulos. Isso me incentivou a continuar a história. E como diz Mariana Rabelo "É uma forma nova de romance de forma fantástica que eu jamais vi antes, eu gostei, bem original e criativo". Mesmo o elogio vindo dela, eu ainda me sinto inseguro. Bem, eu já recebi vários elogios em relação à estória, mas continuo inseguro. Mas mantenho minhas expectativas e seja o que o bom Deus quiser. 
Algo que eu fiz para não se tornar muito cansativa da leitura foi encurtar a história, ela teria uma narrativa mais focada no romance, mas acabei me limitando. Não me arrependo, mas estou inseguro por isso. Um pouco. 
Ansiedade.... Nossa, eu comecei esse post falando sobre cinquenta tons de cinza e agora estou falando sobre meu livro. Tá, eu deixo você falar: "Que egocêntrico". Mas enfim, estou ansioso para ver a capa do meu livro, e muito. Acho que nunca estive tão ansioso para algo em minha vida, afinal, direta ou indiretamente isso é meu futuro, é o que eu quero fazer da minha vida. 
Esses dias estou meio afastado do Blog, desculpa, mas voltei. Sentiram minha falta? Acho que não. 
Eu tô gostando do Brasil, estou feliz com o meu país, e já não tenho mais aquela vontade de ir embora, e sim apenas de visitar. Mas visitar todos os países que eu quiser. E sempre voltar às minhas raízes, meu bom e velho Ceará, meu bom e velho Brasil. Embora cheio de defeitos, cheio de escândalos, mas é minha casa, e eu sou feliz de viver aqui. Embora com o mercado pornográfico literário aumentando, não é algo ruim, literatura é literatura, mas que pelo menos seja censurado à crianças, porque elas são o futuro da nação. Que clichê. Como dizia Felipe Neto "Não se vê os filmes pornôs expostos na primeira prateleira da locadora", do mesmo jeito deveria ser com os novos livros pornográficos. Principalmente Cinquenta tons de Cinza, porque não é um pornô nada leve e sim sadomasoquismo. E isso é bem perigoso. 
Bem, meu relato de hoje está meio nonsense, mas eu falar sobre assuntos que martelavam em minha mente. 
Aah, noite passada eu tive um sonho bom. Eu sonhei com o lançamento do meu livro, mas eu devo parar de tentar imaginar como vai ser, pois se no dia chegar e não for exatamente igual ao sonho eu posso me frustrar, e isso não é legal. 
Estou ansioso por um livro que um amigo meu me deu, Garota Exemplar, quero  muito lê-lo e resenhar aqui. Além de estar ansioso pelo lançamento da Munhóz, de Feérica, que promete ser um ótimo livro. E eu ouvi dizer que vai ser uma saga. É algo que eu admiro na Munhóz é a criatividade. 
"Eu não escolhi as fadas, as fadas me escolheram", sim, esse citação dela é perfeita. 
Eu estava por esses dias vasculhando blogs por aí e vi que eles são bem visitados, o meu está com um número de visitas incrível, obrigado pessoal. Eu sei que eu falo demais, e escrevo demais aqui, mas estou retendo-me. Mas olha, hoje eu escrevi o que eu penso. E olha o que deu... Várias linhas. 
A minha ansiedade está tão grande que já engordei cinco quilos apenas de tanto comer. Ai Céus, vou engordar mais e mais até agosto. 
Você que leu até aqui, obrigado. 

"Agora que eu sei o quê eu sou sem você, 
não podes simplesmente me deixar,
 dê-me fôlego e me faça real,
 traga-me à vida."
Jairo Sarfati

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Harry Potter e eu, amigos de infância?

Há muito eu estava com vontade de escrever sobre Harry Potter no meu blog, mas aí eu fora lembrado que eu nunca fui muito "fã" de Harry Potter, será se é verdade? Bem... é o que dizem. Talvez esqueçam isso após lerem essa matéria. Bem, pessoal, espero que gostem. 

Para falar de Harry Potter eu escolhi a trilha sonora correta, a comida correta, a cadeira correta, a bebida correta e o momento correto, bem... Tem de ser perfeito! 
Meu conhecimento de Harry Potter começou quando eu tinha 7 anos de idade, podes acreditar? Bem, realmente foi minha infância. Eu era o garoto estranho de poucos amigos, que vivia trancado em casa. Existia algo que meu pai fazia todos os finais de semana, ele me levava ao shopping e me comprava uma miniatura de algum digimon. Eu amava esse tempo, tinha muitos brinquedos, e criava histórias com os mesmos, mas como toda criança eu não tinha muito cuidado. Acabei quebrando-os e perdendo-os. E junto com isso íamos ao cinema quase que todo final de semana, por meu pai trabalhar a semana inteira e não ter tempo para mim, e eu está passando pelo período de separação dos meus pais, que foi bem difícil, mas logo me acostumei a cuidar de mim e ao mesmo tempo cuidar do meu pai. Embora ele fosse um adulto, mas necessitava cuidados! 
No meu aniversário de 7 anos meu pai havia viajado, e estava fora da cidade, retornando apenas depois do dia 19 de novembro, mais ou menos. (Eu demorei para fazer essa matéria, pois estava lembrando datas e consultando meus pais sobre datas). E ele me levou ao cinema, junto à uma exposição da via láctea que estava tendo no shopping. E o filme que assistimos foi Harry Potter, bem, pelo título eu logo gostei da história e quando assisti simplesmente amei. Ficava dizendo que era um bruxo e pegava pedaços de madeira (espetos de churrasco) e dizia que era minha varinha. Bem, coisas de criança. Quando meu pai me comprou a fita cassete do filme, eu fiquei horas e horas assistindo, decorando falas, feitiços e vários fatos. Nossa, eu era super fã. 
Quando eu fiz 8 anos, eu comecei a morar com minha mãe, e morei com ela por um tempo, um período de alguns meses, meu pai estava em outro estado à trabalho. Minha mãe trazia livros de amigos para casa para ler, e certo dia brincando por aí, nessa época eu havia lido apenas um livro "O menino de Asas", eu esbarrei com um exemplar do Harry Potter e a pedra filosofal. Fiquei super feliz, deitado sobre o beliche sibilando as palavras e o lendo. Minha mãe quando o viu, ficou besta. E falava aquelas palavras típicas: Uma criança nunca vai ler um livro com mais de 100 páginas. 
Bem... depois de muito tempo de leitura eu o terminei. Eu demorei meses, foi o tempo suficiente que meu pai voltou de viagem. E então já era outubro novamente, meu aniversário. Meu pai tinha um amigo que trabalhava no cinema, e então ele comunicou a data que lançaria o próximo filme do Harry Potter, e então eu o assisti, simplesmente adorei. Ainda era melhor que a primeira vez. 
Eu ficava completamente fascinado em como aquilo havia acontecido comigo. 
Com quase 9 anos, tive um choque enorme em minha vida, meu pai fora baleado em um assalto, e eu estava muito triste mesmo, nada me deixava feliz. Mas por incrível que pareça, naquele dia ele havia ido comprar meu presente de dia das crianças, e era uma fita cassete do Harry Potter, e foi isso que me fez sentir-me melhor, quando minha madrasta me entregou. 
Assistir o filme me fazia esquecer um pouco do que estava acontecendo com meu pai, e com a minha família, que estava demasiadamente triste. Eu ainda uma criança, não sabia se lidaria muito bem se meu pai morresse. Então eu mantive-me no "mundo da lua" para não voltar à realidade e chorar por medo de perdê-lo. E Harry Potter me ajudou muito a fugir daquilo e quem sabe até me ajudaria a lidar com uma perda. Bem meu pai ficou melhor e pôde me levar para assistir o próximo filme da Saga. Eu agradeço e muito!

Sobre os livros;
E então com muita dificuldade eu li o segundo livro da saga, e assim em diante. Eu ganhei os 3 primeiros livros de meu pai em um aniversário. (Não em ordem cronológica).

Com onze anos, olha que piegas, eu esperei por minha carta para Hogwarts, eu jurava para quem fosse que eu era um bruxo, e que receberia minha carta, mas nada aconteceu, eu completei 12 anos e minha carta não veio. Eu me sentia frustrado, chegando a chorar, e minha mãe ficava sem saber o que fazer ou dizer. Minha madrasta me comprou um pôster do Harry Potter, e eu a amei logo de cara, era difícil lidar com uma "nova mãe", mas ela sabia como conquistar uma criança. 
Mas eu ainda continuava frustrado com esse fato: O não recebimento da minha carta. 
Bem o tempo foi passando, e eu não deixava nenhuma vez de assistir Harry Potter no cinema, era uma tradição. Quando não era meu pai, era minha mãe ou minha madrasta que me levava. Exceto por um dos filmes que eu não pude ir ao cinema, que foi o Harry Potter e a ordem da fênix. Esse eu assisti em DVD, era algo novo na minha casa, e eu estava super feliz: NOSSA, NOSSA, HARRY POTTER NÃO MAIS EM CASSETE E SIM EM DVD. Mas na metade do filme o DVD travou, eu fiquei muito frustrado e cheguei a chorar. Poxa... eu não era "tão" maduro. 
E então em um ato de raiva eu deixei de totalmente de gostar de Harry Potter, além de algumas tias minhas falarem que era magia, coisa do satã e que eu iria pro inferno se o lesse. E então eu bem medroso para minha época, acabei jogando os livros no lixo (Eu só tinha os 3 primeiros, os demais que li foram emprestados). Quando meu pai chegou em casa era tarde demais, o carro do lixo já havia levado. Meu pai ficou irado, foi a última vez que eu lembro que eu apanhei de meu pai, eu havia feito algo ruim, poxa... ele se sacrificou para comprar os livros e eu fiz isso, se eu pudesse voltar no tempo eu não o teria feito. Lembro-me que com esse pensamento que me impuseram eu acabei jogando meus cardgames no lixo também. Outro erro
E com o tempo eu pude tomar minhas próprias decisões. E eu tinha mesada, e então eu comprava livros por mim mesmo. Atualmente tenho apenas o último exemplar do Harry Potter, mas comprarei os demais em breve, no momento encontro-me sem mesada, e antes eu gastava com coisas fúteis. Risos. E agora com quase 19 anos a chama que eu tinha com 7 anos acendeu-se novamente, tão colossal quanto antes. E eu quero ler todos os livros novamente. 
Bem, minha história com o Harry Potter só voltou realmente com 16 anos. Quando eu comecei a escrever meu primeiro livro, ele tinha uma temática de bruxos, mas bem diferente da história de Harry Potter. Isso eu garanto, (para acusações futuras de plágio). 
Bem atualmente tenho 18 anos e ainda gosto de Harry Potter, e já li o último livro da saga, único livro que tenho atualmente, mais de dez vezes. E agora mais do que nunca eu tenho vontade de ler toda a saga novamente e retornar à minha infância. Os filmes eu ainda os tenho, mas nada se compara com os livros. 
Harry Potter cresceu comigo e com milhares de crianças ao redor do mundo, e ele esteve comigo nos momentos felizes, tristes e solitários. Harry Potter é meu grande amigo de infância. 
Relembrar meu passado me fez perceber o quão ele foi bom, e o quanto eu aprendi com ele, e bem... Harry Potter, você é apenas um personagem, mas você é, e sempre será, um grande amigo meu. Obrigado por tudo! E desculpa por antes...

Post sem imagem, pois a história é muito boa e não precisa de imagem alguma para um leitor inferir sobre o assunto. 

"A verdade é algo lindo, mas que deve ser tratado com grande cautela". 
Jairo Sarfati

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Conto: O Chamado de uma Fada



Carolina havia acabado de chegar ao shopping, como de costume ela andou até a sorveteria comprou um sorvete. Aninhou o livro de “As Brumas de Avalon” debaixo do braço e começou a andar pelo shopping tomando seu sorvete. Ela sentou-se em um banco em frente a uma loja de roupas, guardou o livro na bolsa, jogou o guardanapo no lixo e ficou olhando para os modelitos que estavam expostos à vitrine. Ela imaginava-se os trajando, ela adorava moda, mas aquilo era comum à toda menina. Seu corpo não era tão voluptuoso quanto os corpos daquelas modelos de revistas de moda, mas ela reservava curvas e delicadeza. Ela era linda, uma beleza de outro mundo. Ela havia acabado de completar 20 anos e já se sentia mulher adulta e resolvida, embora a muito não trabalhasse, ela havia deixado seu emprego há pouco. Pois queria dedicar-se mais ao seu dom. 
 Ela entrou na loja, pegou algumas roupas e foi ao vestiário experimentá-las. Depois de colocar uma blusa de cor amarela, arrumou seus cabelos louros cacheados em suas costas. Ela sentia-se linda. Mais do que já era. Após decidido, foi ao caixa e pagou pela blusa. Saindo com sua sacola de papel, aquilo era "o poder" para algumas mulheres, ela se sentia "o máximo". Continuou caminhando pelo shopping, e parada em frente a uma loja, ela sentia uma sensação estranha em seu corpo, era algo na loja que a chamava.
Aquela era uma loja de esoterismo, as vitrines estavam cheias de santos, cristais estranhos e joias. Ela não entendeu o que sentia, mas uma voz a convidava a entrar. Ela o fez. Observando muitos relógios nas paredes e os móveis vitorianos que enfeitavam a loja. O aroma de incenso fazia-lhe sentir-se calma. Havia uma mesa vitoriana com cadeiras rococó. Ela sentou-se e brincou com os cristais do pequeno abajur que estava sobre a mesa. Ela não escutava mais "o convite", mas continuava ali. Ela se sentia confortável com os aromas da loja. Seus olhos vagaram ao redor da loja. Ao olhar para uma estante ao lado, viu muitas estátuas de fadas, por um momento ela imaginou uma história de amor entre uma fada e um humano, outrora a história de amor fora entre um bruxo e uma fada, ela era uma menina bem fantasiosa, mas tinha um talento incrível. Retirou de sua bolsa o exemplar de "A Senhora da Magia" e ficou lá, calma, lendo, mas novamente escutara a voz. Quando olhou para o lado novamente deu de cara com as fadas, e viu uma fada tão loura quanto ela e tão linda quanto. Ficou observando para a mesma por horas e por um momento sentiu que a mesma havia se movido. Ela deixou a imaginação viajar, sua mente já estava em outra realidade, e por um momento viu a fada loura beijando um homem moreno e bonito. Não demorou muito e ela já tinha atribuído-os nomes. Ela vira uma história de amor, mas bem complicada.
Novamente voltou àquela realidade e olhou para a fada parada. Aumentando seu campo de visão ela pôde ver ramos negros nos braços da fada, e então se questionou o porquê daquela fada ter tatuagens.
As asas eram divertidas e lindas, mesmo sendo parte de uma estátua elas demonstravam toda a fragilidade das mesmas. Ela é linda, pensava Carolina. Novamente fantasiou e viu outra fada, mas aquela era diferente, vestia-se com uma mortalha, tinha olhos laranjas em fogo e parecia má. Ela estava dando medo à fada loura, que ela havia chamado de Sophia. Que não se deixou abater pelo medo que a fada lhe dava.
Novamente voltou à realidade e começou a pensar no que vira. Era uma vilã, sua história tinha uma vilã, e então começou a pensar e pensar, logo já tinha um nome para sua vilã.
E num ato final de fantasia ela viu o homem moreno, que ela havia chamado de William, beijando a fada em um círculo cheio de flores. Era um lindo festival de primavera, pensou. Era aquele o final da história? Perguntou-se. Novamente fora puxada para sua realidade e então sorriu, lembando que aquela havia sido uma linda história, tinha amor, e o amor era a melhor parte dela. 
Ela estava tão animada quanto uma criança ficaria ao receber um doce qualquer com amor. No momento em que se virou para guardar seu livro na bolsa a fada que antes era uma estátua saltou em cima da mesa, ela havia ganhado vida, e olhou para ela que estava tão taciturna quanto estava ao imaginar, mas agora um pouco fascinada, a fada era real? Ou era outra fantasia dela? Ela não o sabia, mas estava fascinada ao ver a diminuta fada loura à sua frente. As asas divertidas estavam movendo-se, ela estava tão admirada com a beleza da fada, por um momento quis tocá-la e saber se ela era real, mas relutou e ficou contemplando a fada, por um bom tempo.
Até que a fada quebrou aquele silêncio:
— Eu te mostrei minha história, escreva-a! — disse a fada por fim, batendo as asas e voltando para a estante, voltando a ser estátua.
Naquele dia Carolina voltou à sua casa animada e sorridente, sentou na frente de seu computador e iniciou um lindo romance, em poucas horas tinha um título. E aquela história seria um sucesso! A própria fada havia chamado-a para entrar na loja naquele dia, pois somente ela não deixaria aquela história morrer. Ela era especial, e a fada o sabia. E em algum dia aquele livro ganharia o mundo, como uma linda história de amor. 


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Sabe quando você imagina o quê seu escritor preferido estava pensando quando começou um de seus livros? E quando é o livro que você mais gosta? Sim, eu o fiz! Do nada imaginei isso, fiquei pensando em como a Munhóz havia se inspirado para "O inverno das fadas", e fiquei completamente fascinado com isso. E, baseado em uma experiência que eu tive hoje no shopping, eu escrevi esse conto.  Seria formidável se ela o visse... 
Se ela chegar a ver: Eu sou muito seu fã, espero um dia lhe conhecer em algum evento de lançamento futuro de livros. Obrigado por escrever ótimas histórias! 
"Eu não escolhi as fadas, eu acredito que elas me escolheram". É uma ótima explicação. Mas eu ainda acredito que ela seja uma fada. 

Que as fadas te iluminem! 
Jairo Sarfati

Bring me to Life


Capítulo 5 – Morte

Atordoadamente saí correndo daquele colégio, eu não queria mais me deparar com nenhum rosto daquele local, cenário de minha tristeza e de minha ruína pessoal. Cada lágrima que em mim escorria era uma lembrança de cada risada proferida. Talvez eu nunca tivesse me apaixonado, fui boba, fui tola e ingênua. Talvez eu não devesse ter compartilhado meus segredos em um diário, talvez não tivesse deixado meu diário vulnerável. Fui promíscua. No gramado na frente da escola estava meu diário jogado. Katherine havia ateado-o pela janela. Juntei as páginas, e a foto e os desenhos que eu havia feito de Victor, todos estavam espalhados no chão. Coloquei tudo dentro do meu casaco, ainda chorando, correndo, de volta para casa, apenas lá eu poderia ter paz. Minha correria se seguiu, eu já não prestava atenção no caminho, — estava em estado automático.  Não conseguia ver o que estava à minha frente, apenas lágrimas era o que eu conseguia produzir e nada mais.
— Cuidado menina! — Uma voz nada familiar soou atrás de mim, não liguei e continuei a correr e logo iria me deparar com o objeto do qual ele havia me mandado tomar cuidado.
Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeenn. — E esse foi o último som que consegui escutar. Um baque me veio juntamente com aquele som e aquilo realmente era meu fim. Sentia o gosto úmido e quente que era o sangue que por minha boca estava a fluir. Poderia descansar de cada risada e realmente nunca mais veria ninguém daquela escola e nunca se lembraria daquelas memórias. E aos braços da morte me entreguei. A morte era a única maneira de escapar daquela dor, a dor de meu corpo ensanguentado era menor que a dor de cada risada, era menor do que a dor de ver o rosto de Victor ao saber de tudo aquilo; de minha paixão, principalmente. Quem diria que a morte seria o alívio para toda aquela dor. Não pude mais resistir.

Semicerrei os olhos tudo o que via era uma luz forte, então era assim que o céu era. Uma imensidão branca e iluminada. Meu olhos não estavam acostumados com tanta luz, estava quase cega naquela imensidão branca. Não havia nuvens como eu pensava, o céu era apenas um lugar branco vazio? Onde estão os portões celestiais, os anjos, arcanjos e Deus?  Onde eu estava, lá era realmente o céu? Eu sentia meus pensamentos ecoarem, eles pareciam de propagar por todo aquele lugar, eles não estavam apenas em minha mente, eles estavam saindo de minha cabeça. Em meu corpo não havia sangue, não havia ferida, não havia dor. A dor da humilhação era a única coisa que ainda havia em minha mente, nem a morte foi capaz de apagar aquilo. Por um momento eu me lembrei de Victor; Como ele receberia a notícia de minha morte? Seria isso um tipo de doce pesadelo? Mesmo após a morte meus sentimentos permaneciam tão vivos quanto antes.
— Onde eu estou? — Gritei, entre os soluços do meu choro.
— Aqui não é o seu lugar. — respondeu uma voz.
— Que lugar é esse? — perguntei confusa. 
— Não aqui não é o seu lugar. — A voz era fina e juvenil. Virei--me para ver de onde aquela voz estava vindo. E me deparei com uma criancinha loira de olhos grandes de um azul celeste, semelhantes aos olhos de Victor. Nunca em toda minha vida eu havia visto criança mais bonita. Melhor dizendo em toda aquela minha existência patética eu nunca havia visto criança provida de tal beleza. Ela tinha um pequenino par de asas angelicais em suas costas.
— Onde eu estou? Você é um anjo? — Perguntei. A criancinha que longe estava começou a andar em minha direção. Logo estava ao meu lado. Ela voava tão rápido, mesmo com asinhas pequenas era alcançaria fácil uma grande distância. Agora ela estava pairando do meu lado.
— Você está na passagem entre a vida e a morte. Sim, sou um anjo. — Não era exatamente a resposta que eu esperava. — Não era sua hora. Está tudo errado. — Entrei em uma onda de pavor. — Sua missão ainda não foi cumprida.
Não era minha hora? Como assim? Eu não deveria ter morrido? Eu estava confusa, meu rosto estava grudento por conta das lágrimas que eu havia derramado há alguns segundos.
— Que missão? — Perguntei.
— Isso você que tem que descobrir. Meu pai, ele não me permite falar. — Seu pai, aquele seria Deus? O nosso todo poderoso e bondoso Deus. O pai de todos os humanos. — Venha comigo, eu tenho que lhe mostrar uma coisa. — E ela estendeu sua pequenina mão para eu segurar. Obedeci àquela mão extremamente pequena e delicada. E de repente estávamos voando pelo céu. Era surreal.
Agora sim eu podia ver nuvens, não era mais aquela dimensão branca, silenciosa e depressiva. Cruzamos uma enorme nuvem e eu podia avistar uma pequena cidade. Aquela cidade me parecia familiar. Quanto mais nos aproximávamos mais ela me parecia mais familiar ainda. Aquela era minha cidade natal, minha velha Londres. Pude reconhecer pelas maravilhas de meu mundo, a Tower Bridge, o Tâmisa e o Big Ben. Minha cidade natal era linda. Depois de mais alguns minutos de voo estávamos perto do bairro onde aconteceu a minha tormenta e minha ruína. — O distrito escolar —, lágrimas tomaram conta de meu rosto novamente, só de imaginar a humilhação ali ocorrida. Literalmente eram lágrimas fúnebres, eu lamentava e chorava minha morte. Pois estava cara a cara com meu corpo ensanguentado e sem vida. Estirado ao chão, com algumas pessoas ao redor. O carro que havia me matado estava parado mais a frente, a fronte do carro estava toda manchada de sangue. — Meu sangue; estremeci àquela afirmação. O pobre motorista, que de nada tinha culpa, era um dos poucos que choravam aquela cena, Talita, a professora, era outra que em lágrimas se derramava. Não havia nenhum sinal do aparecimento de meus pais. Pior de tudo aquilo era que, os causadores da minha ruína inicial estavam presentes. Contemplando minha morte ou até contemplando meu fracasso.
— Essa é você em seu pior estado, sua morte não foi premeditada. Nunca esteve em nossos planos tal morte para você. Você não poderia morrer sem completar sua missão. Faltavam algumas páginas de seu livro da vida. — Tudo aquilo estava sendo difícil de assimilar, ver meu corpo morto foi realmente a pior cena que meus olhos já fitaram. Desperdiçamos mais algum tempo a observar aquela cena, logo se via minha mãe em desespero, chegando àquela cena. Ela chorava desesperada, aquilo partia-me o coração, era demasiado para mim. Ver a pessoa que eu mais amo chorando doía mais do que morrer.
— Me tire daqui, não suporto a dor de ver minha mãe chorando. — Falei, ainda com meu rosto banhado em lágrimas.
Então a criança, ou anjo; como ela preferia ser chamada, segurou minha mão novamente e me levou para outro local familiar para mim. A Trafalgar Square estava movimentada, sentado na fonte estava Victor, ele estava triste, chorando. Ele estava triste por minha morte? Aquela cena cortava meu coração também, o anjo me puxou para mais perto. De repente parecia que o tempo havia parado. Não havia mais ninguém na Trafalgar Square, apenas Victor sentado na fonte. O anjo me largou no chão e eu corri até ele, sentando-se ao lado dele.
Eu sentia dor, em saber que nunca mais ver-lhe-ia novamente.
Você pode me escutar? Você pode me escutar? — Em vão, ele não podia me escutar.
Tentei tocá-lo, mas minha mão não transpassou a dele. Aquilo era triste, me sentia congelando por dentro.
Frozen inside, without you touch, without your Love.
— Por que ele não pode me escutar? — Gritei ao anjo.
— Você está morta, esqueceu? Ele lamenta sua morte, ele queria ter mais tempo ao seu lado. — Disse ela. Mais tempo ao meu lado... Eu queria viver mais tempo ao lado dele.
Darling, only you are the life among the dead.
E ele era realmente a minha única vida entre a morte.
— Eu queria poder passar mais tempo ao lado dele. — Eu chorava.
— E você vai... — Disse o anjo.
Eu voltaria à vida? Mas como? Aquilo era possível? Meu corpo estava dilacerado. Apressei-me a perguntar.
— Como?
— Tudo ao seu tempo, vamos dê-me sua mão. — Obedeci.
Good-bye, my little gentleman. E a Trafalgar Square estava movimentada novamente.
O Anjo estava me levando para outro lugar conhecido, era a alguns quilômetros da Trafalgar, eu conhecia aquele lugar. Aquele era o maior hospital de minha cidade. Um hospital onde eu nunca havia ido, frequentado apenas por ricos, pagar a conta de um hospital como esse quando ficasse doente era quase o valor da minha pequena casa no subúrbio de Londres. As paredes eram enormes e grossas. Mas conseguimos atravessá-las como se ela fosse uma poeira que poderia ser facilmente penetrada. Logo estávamos diante de uma menina de uma beleza singular, de pele branca e cabelos loiros. A cor dos olhos não poderia ser definida, já que ela estava desacordada. Também havia uma mulher ao lado dela que chorava.
— Pobre Sophia, sua morte era premeditada, mas ela é tudo que sua mãe tem. — A menina falava em um tom de comoção, ela parecia realmente se importar com aquela menina sobre a cama ligada a todos aqueles aparelhos. — Os médicos lhe disseram que não havia mais nada a fazer pela filha. — E o coração daquela menina estava começando a diminuir o ritmo das batidas. Podia-se notar pelo visor do aparelho que media os batimentos cardíacos. Então sua mãe começou a entrar em desespero e logo os médicos entraram na sala e iniciaram uma tentativa desesperada de animar a menina, usando um desfibrilador — Já é a hora de ela partir, e então agora sua hora chegou.
— Minha hora? Eu já morri o que mais me resta? — Aquilo poderia ser no mínimo algum tipo de humor negro.
—Você vai retornar!
E a menina agarrou-me pelas costas e me levou para perto da menina loira sendo reanimada. E de forma abrupta ela me colocou junto ao corpo da menina. Eu senti a alma dela se esvaindo, a essência de sua vida indo embora. Mas ao mesmo tempo eu sentia minha alma sendo puxada por aquele corpo. Eu estava sendo inserida em um novo corpo. Eu sentia minha alma ligar-se à cada célula, à cada veia e até mesmo seu coração. Naquele momento, eu sabia do topo da minha nova cabeça ao solado dos meus pés. De minha língua até o cerne de meus ossos que tudo naquele corpo me pertencia, não era mais aquela outra alma. Era eu dentro daquele corpo.
— Aproveite a sua nova vida. — Senti o anjo partir, com meus ouvidos; eu podia chamar aquilo de meu, afinal, era minha vida. Com o farfalhar de suas asas e sua risadinha infantil, eu sentia as duas partindo. Podia imaginar a cena, a menina loura e o anjo indo embora de mãos dadas, mesmo com os olhos fechados, aquela cena estava tão vívida em minha mente quanto as novas reações de meu novo corpo.
Wake me up.
Bid me blood to run.
I can’t wake up.
Before I come undone.
Save me!
Rendi-me àquilo, e minha alma já estava completamente conectada àquele corpo. Um último baque elétrico do desfibrilador e senti meu corpo saltar da cama. E então abri meus olhos.
Now that I know when what I’m without. You can’t just leave me breathe me and make me real. Bring me to life. 

Nemo = Ninguém

"Esse sou eu, para todo o sempre, um dos perdidos, aquele sem nome, aquele sem um coração honesto como bússula. Esse sou eu, para todo o sempre, um sem nome. Esses esforços são meus últimos para achar a linha da vida perdida."

Bem, que depressivo, não... não é... É lindo. As beautiful as the song. Essa música me descreve em partes, naqueles momentos em que eu me sinto negligenciado e não me sinto ninguém. Mas eu realmente não sou ninguém, sou apenas mais um no meio da imensa multidão, lutando por um ideal e por algo que o diferencie. Ontem eu tracei metas para meu ano, eu espero cumpri-las. Aí você se pergunta: Mas Jairo, essas metas não deferiam ser traçadas no começo do ano? E eu respondo: É, deveriam, mas para mim, meu ano começa agora. MAIS UMA MUDANÇA EM MINHA VIDA. Agora todos conhecerão uma das minhas várias faces, essa não me é a melhor, mas não me é a pior. É a face engajada, aquela que luta por algo. Minha nova Face! Eu percebi que eu estava um pouco distante dos meus objetivos menores e focando apenas nos maiores, ou em apenas um. Mas eu devo lutar pelo o que eu quero... E eu espero realmente que todos os meus objetivos se cumpram. Mesmo com uma massa obstante. Mas, eu vou seguir em frente. Por sorte, esse ano não tive ainda um amor de Leanan Sídhe, e espero não o ter. 
Hoje o dia está bem legal, é ótimo quando seu melhor amigo liga preocupado às seis da manhã e te acorda, apenas para saber se eu estou bem. Isso é bom, pelo menos alguém se importa comigo. Eu preciso muito ligar para minha melhor amiga e pedir conselhos e pedir que ela me ajude a fazer meu currículo. Pois é... Vou atrás de um emprego, tenho que deixar de depender tanto dos meus pais, afinal, EU JÁ TENHO 18 ANOS. 
Enquanto escrevo eu escuto música, minha setlist é bem variada, agora nesse exato momento tem a música do meu capítulo nove. Uma das minhas grandes poetas, que POR QUE DIABOS VOCÊ NÃO CITOU EM INSPIRAÇÕES?? Calma... faltou muita gente ali. Não me julguem. 
Poxa Jairo... Lá se vem seu discurso de obrigado. Claro, devo sempre agradecer a quem ler meu blog, obrigado! 

Apenas me dê uma razão, apenas uma pequena, apenas um segundo e não estamos quebrados, apenas dobrados, e nós podemos aprender a amar novamente. 
Jairo Sarfati

sábado, 4 de maio de 2013

Take It off! Everybody take off!

A vida deveria ser uma pista de dança sem fim, sempre uma festa, sem preocupações.... Bem eu adoraria dizer: I don't give a fuck! Para mais da metade dos problemas que eu tenho.... Blergh! Você é uma criança, não tem problemas. Quem disse que eu sou uma criança? E quem disse que não tenho problemas. Tenho muitos, e honestamente uma festa agora seria ótimo para aliviar tudo. So everybody take off your fucking clothes!
Bem, hoje a noite é ao som de Ke$ha, as I said before, she is a singer that inspires me... But just for party, and just for fun... Hoje teve curso, foi legal eu fui confundido com um gringo. Ok... Eu não pareço com um gringo. Mas vamos lá, hoje quero diversão para um resto de noite, vou escrever ao som de Ke$ha, então já viu? Vai ter festa!

Hot and dangerous...
Jairo Sarfati

Conto inspirado em: "Set Fire to The Rain"


Na solidão do gélido quarto escuro, eu despertei para mais um dia triste, meus olhos não enxergavam no meio da escuridão. Estranhamente meu corpo doía. Levantei-me e fui tateando pelos móveis do quarto até chegar à luz. Meu peito doía, quem diria que um peito vazio ainda poderia doer. Quando o quarto se iluminou eu fora devastadoramente lembrada do dia em que todo esse sofrimento começou, o dia mais escuro da minha vida:
         Era um intervalo da faculdade, eu estava sozinha na sala chorando. Eu já estava acostumada a passar o intervalo na sala, mas daquela vez era diferente. Eu chorava, eu já estava mais do que farta daquela solidão, mas por acidente ou até mesmo por simples descuido, eu fora condenada à solidão.
         Eu havia deixado meu coração cair, e feito vidro, quebrou-se em pedaços.
A porta da sala vazia se abriu. Era você com seus jeans negros e sua blusa listrada. Seu sorriso perfeito iluminou a sala, iluminou meu rosto. Mas eu ignorei, da mesma forma que eu fui ignorada mais cedo. Eu estava acabada, mas já não estava mais escuro, chorei.
         — Não chore, — era sua mansa voz, que tentava consolar-me.
         — Eu não consigo, dói tanto. — Respondi-lhe entre os soluços do meu choro.
         — Vai passar. Confie em mim, eu prometo vai passar. — Você ergueu meu rosto, meu corpo estremeceu, logo meu rosto estava indo de encontro ao seu.
         — Eu confio! — Disse enquanto meus olhos estavam conectados aos meus.
         Você sorriu, meu coração estava no chão, você juntou. Quando você beijou meus lábios, salvou-me daquela escuridão. Minhas mãos tremiam, mas meus joelhos permaneciam firme feito rocha. Eu estava em seus braços e não mais em seus pés. E foi aí que você mostrou o lado que eu não conhecia, surpreendendo-me no jogo, ganhando meu coração.
         Quando eu deixei o quarto, deparei-me com a janela do corredor. Estava chovendo, e a chuva não me trazia boas lembranças. E aquelas lembranças ardiam em minha mente. Tudo foi real e perfeito demais para ter um fim. Meu corpo estava quente feito fogo. Aquele dia seria péssimo, sair na chuva não me fazia nada bem, dias chuvosos não eram os meus melhores. Sair de casa em dia chuvoso, principalmente em Londres, sempre foi péssimo. Então dei o primeiro passo para fora de casa, após relutar demasiado, lutando ao vestir um casaco.
         Meu corpo quente feito fogo estava sendo ateado à chuva. Um passo em uma poça e eu fora novamente lembrada das memórias que eu repudiava:
Estávamos correndo na chuva em direção a casa dele. Você corria puxando minha mão, eu lembro-me a paz que seu toque me passava.
— Corra, corra senão iremos ficar mais molhados ainda. — Você ria, eu adorava quando você ficava sorridente.
— Eu não me importo! — Eu dei um sorriso. — Eu quero é aproveitar!
Puxei sua mão para pararmos, puxei seu corpo, vindo de encontro ao meu. Fiquei observando o seu rosto. Tocando-o, enquanto nossos corpos quentes queimavam na chuva. Aquele era de longe o momento mais feliz da minha vida.
Eu chorava de alegria, a chuva disfarçava minhas lágrimas. Um beijo na chuva foi como fogo ateado a ela, e aquvocê beijo havia sido tão bom quanto o primeiro. Pertencíamos um ao outro.
— Eu te amo.
— Eu também. — Você respondeu.
Quando toquei seu rosto novamente escutei alguém gritar seu nome, era sua mãe, chamando-lhe para voltar a casa. E então corremos até lá.
Era triste lembrar-lhe, em dias chuvosos principalmente. Pois meus tempos com você foram os melhores de minha vida. Entristecia-me saber que tudo acabou, mas que era tão fácil estar nesses momentos quando eu fechava meus olhos. Eu sentia você aqui, comigo, para sempre, meu.
Eu e você? Nada melhor!
Quando eu virei à esquina, eu deparei-me com a cena que mudaria meu dia:
 Você vagando pela rua, e uma menina loura, ao seu lado. Segurando sua mão. E aquilo me lembrou da segunda vez que ateamos fogo a chuva. Quando eu descobri que tudo o que você dizia não era verdade.
Foi no beco atrás da faculdade, em outro dia chuvoso, era mais do que comum; em minha Londres, que eu descobri que tudo o que havíamos vivido fora uma mentira. Você estava beijando outra.
Eu gritei seu nome. Você saiu dos braços dela e correu até mim.
— Não é o que você está pensando. — Você iniciou mais uma de suas mentiras.
— Exatamente, não é o que penso, é o que vejo. — Toquei seu rosto. — É tão difícil acreditar. — Eu chorava.
Não conseguia imaginar em como fora possível chegarmos àquela situação,—Traição.
A mão que estava em seu rosto, virou em uma tapa quente banhado em lágrimas e decepção. Meu corpo queimava em fúria, quase se era possível queimar a chuva. A outra gritou seu nome, eu chorava enquanto meu corpo queimava a chuva. Senti algo em meu interior morrer, talvez fora o amor falso que você havia me dado. Você ateou fogo ao meu coração.
E eu sabia que aquela seria a última vez, a última vez.
E eu queria realmente que fosse a última vez, deparar-me contigo na rua foi demasiado ruim. Corri de volta à minha casa, tranquei-me. Aquilo era ruim, pois no fundo no fundo eu ainda esperava por você.
Todas as vezes em que eu acordava perto da porta, quando meu subconsciente simulava sua voz, talvez meu coração quebrado, que você consertou, estivesse esperando por você. Mesmo quando ainda não estivéssemos juntos, ele não parava de procurar por você,meu coração.  
Você que partiu com um pedaço dele, que eu espero verdadeiramente que um dia, você se dê conta que esse pedaço está com você e traga-o de volta a mim. Queria poder amar-te como eu amei à primeira vez.  Dar-te mais um beijo fervoroso, e contigo atear novamente fogo à chuva.
“Toc Toc” alguém batia à porta, eu abri. Era você, aquilo me assustou.
Eu fechei a porta na sua cara.
— Por favor, me escute. — Insistiu.
— Não quero mais ouvir suas mentiras, — disse rispidamente.
— Eu ainda lhe amo, eu nunca lhe esqueci. Aquele beijo fora à força. Ela que me beijou.
— É mentira. Você estava com uma loura em seus braços agora há pouco.
— Ela? É minha irmã.
Eu abri a porta. Você chorava, parecia arrependido.
— É tarde demais, — foi difícil dizer, mas não consertava nada.
— Eu entendo. — Você disse, virando-se para ir embora.
Eu não estava pronta para perdoar uma traição, não estava pronta para ver seu rosto novamente. Eu ainda me lembraria de tudo o que aconteceu. Mas eu ainda lhe amava. Eu gritei seu nome e ateei-me à chuva novamente, como fogo. Dei-lhe o beijo fervoroso que para sempre eu iria lembrar. Que antes eu desejava. Eu havia lhe perdoado, pois ainda lhe amo.
E todas as memórias ruins? Deixe queimar. Queimar como os nossos corpos que estavam queimando a chuva.

Let it burn! Let it burn!
Jairo Sarfati