Queria ser corajoso o suficiente para soltar todas essas palavras que me sufocam e me fazem ficar triste, a causa do vazio do meu peito é essa covardia de nunca dizer o que sente, sempre reprimindo esse sentimento, as palavras presas, entaladas em minha faringe causam-me vertigem, nós em minha garganta e tristeza assombrosa.
Por mais que eu tente, eu não consigo, creio que sou fraco demais para isso, mas ao mesmo tempo muito forte, pois meus sentimentos por ti a cada dia aumentam e a cada dia eu aumento a minha força para reprimi-los, escondê-los de ti. Mas não do resto do mundo, pelo menos para meus grandes amigos que conhecem de cor todas os meus dramas. Meu sentimento é tão forte, mais tão forte que se um dia alguém aponta-lhe uma arma eu não pensaria uma segunda vez, eu atearia-me a frente e salvaria-lhe a vida. Daria-lhe minha vida para que em troca seu coração pudesse bater por mais um dia. Mesmo sabendo que ele não bate de amor a mim. Mesmo você não sabendo, ou sabendo; tenho minha dúvidas quanto a isso, de meu amor eu fico feliz em ter-te em meus braços, de dar-te um caloroso abraço, sinto que eu posso fazer tudo e que não é mais a gravidade que me segura ao chão e sim meus sentimentos por ti.
Aquele seu sorrisinho infantil, de talhes angelicais fazem meu corpo tremer na base, fazem-me ficar gélido, arranca-me suspiros. Acelera-me o coração. Mas aí um sentimento horrível toma de conta de mim, o medo de perder-lhe, perder o único laço que me liga a ti; a amizade. Já que meus sentimentos são apenas platônicos e não recíprocos, tudo isso me assombra, ti perder. Meus piores pesadelos retratam isso, aquele pesadelo em que nem a sua amizade me pertence, já o tive. Foi horrível imaginar-te sem olhar-me a cara.
Sou covarde, eu admito, mas oitenta porcento de minha covardia é medo de perder. É até vergonhoso reprimir algo tão bonito, pois se eu tivesse coragem eu diria-lhe tudo o que eu sinto, cada palavra boba, cada sentimento retratado em carta, cada verso mais escrito para você. Mas aí eu me lembro do pesadelo e o medo toma conta de mim, as palavras entalam. Todos os meus grandes amigos, se as palavras saídas de minha boca não forem o suficiente como prova de amor, sabem todas as coisas que eu já falei a teu respeito, cada coisa que eu simplesmente expus, os sentimentos verdadeiros, os desabafos sinceros, as lágrimas derramadas sem motivo algum. Às cogito que você conhece todos esses sentimentos, os meus, mas não tento entender, já é difícil entender-lhe imagina entender o que você pensa.
Queria-te aqui, agora, ao meu lado eu sei que não é mais meu aniversário, sei que não cheguei a soprar velinha alguma para fazer um desejo infantil de ter-te para mim, de pode um dia fazer seus lábios tocarem o meu, fazer-te conhecer meu espírito, pois como já diziam os sábios "Um beijo é um ato que permite que a pessoa conheça seu espírito, é uma conexão mágica". E esse seria meu pedido, a quem quer que seja, quem quer que pergunte eu diria "Eu queria você para mim". Pois meus olhos são cegos e não conseguem enxergar futuro algum sem você ao meu lado, parece bobo, quem sabe realmente seja, mas como dizem "Se é importante a você, não é bobo", não sei se consigo viver sem ti, mesmo tendo-te apenas como amigo. Mas como eu disse antes "Eu já sou a pessoa mais sortuda do mundo em ter-lhe ao meu lado dessa forma".
Você, como o amor que sinto. Deram-me as melhores inspirações, para a escrita, se eu começar a pensar em ti e pegar um papel em branco consigo dissertar sobre o quão perfeito é você. Meu primeiro livro, ele foi escrito pensando inteiramente em ti.
Quem sabe você seja a minha Leanan Sídhe? Espero que essa história acabe diferente das histórias que eu já escutei sobre elas.