Queria ser corajoso o suficiente para soltar todas essas palavras que me sufocam e me fazem ficar triste, a causa do vazio do meu peito é essa covardia de nunca dizer o que sente, sempre reprimindo esse sentimento, as palavras presas, entaladas em minha faringe causam-me vertigem, nós em minha garganta e tristeza assombrosa.
Por mais que eu tente, eu não consigo, creio que sou fraco demais para isso, mas ao mesmo tempo muito forte, pois meus sentimentos por ti a cada dia aumentam e a cada dia eu aumento a minha força para reprimi-los, escondê-los de ti. Mas não do resto do mundo, pelo menos para meus grandes amigos que conhecem de cor todas os meus dramas. Meu sentimento é tão forte, mais tão forte que se um dia alguém aponta-lhe uma arma eu não pensaria uma segunda vez, eu atearia-me a frente e salvaria-lhe a vida. Daria-lhe minha vida para que em troca seu coração pudesse bater por mais um dia. Mesmo sabendo que ele não bate de amor a mim. Mesmo você não sabendo, ou sabendo; tenho minha dúvidas quanto a isso, de meu amor eu fico feliz em ter-te em meus braços, de dar-te um caloroso abraço, sinto que eu posso fazer tudo e que não é mais a gravidade que me segura ao chão e sim meus sentimentos por ti.
Aquele seu sorrisinho infantil, de talhes angelicais fazem meu corpo tremer na base, fazem-me ficar gélido, arranca-me suspiros. Acelera-me o coração. Mas aí um sentimento horrível toma de conta de mim, o medo de perder-lhe, perder o único laço que me liga a ti; a amizade. Já que meus sentimentos são apenas platônicos e não recíprocos, tudo isso me assombra, ti perder. Meus piores pesadelos retratam isso, aquele pesadelo em que nem a sua amizade me pertence, já o tive. Foi horrível imaginar-te sem olhar-me a cara.
Sou covarde, eu admito, mas oitenta porcento de minha covardia é medo de perder. É até vergonhoso reprimir algo tão bonito, pois se eu tivesse coragem eu diria-lhe tudo o que eu sinto, cada palavra boba, cada sentimento retratado em carta, cada verso mais escrito para você. Mas aí eu me lembro do pesadelo e o medo toma conta de mim, as palavras entalam. Todos os meus grandes amigos, se as palavras saídas de minha boca não forem o suficiente como prova de amor, sabem todas as coisas que eu já falei a teu respeito, cada coisa que eu simplesmente expus, os sentimentos verdadeiros, os desabafos sinceros, as lágrimas derramadas sem motivo algum. Às cogito que você conhece todos esses sentimentos, os meus, mas não tento entender, já é difícil entender-lhe imagina entender o que você pensa.
Queria-te aqui, agora, ao meu lado eu sei que não é mais meu aniversário, sei que não cheguei a soprar velinha alguma para fazer um desejo infantil de ter-te para mim, de pode um dia fazer seus lábios tocarem o meu, fazer-te conhecer meu espírito, pois como já diziam os sábios "Um beijo é um ato que permite que a pessoa conheça seu espírito, é uma conexão mágica". E esse seria meu pedido, a quem quer que seja, quem quer que pergunte eu diria "Eu queria você para mim". Pois meus olhos são cegos e não conseguem enxergar futuro algum sem você ao meu lado, parece bobo, quem sabe realmente seja, mas como dizem "Se é importante a você, não é bobo", não sei se consigo viver sem ti, mesmo tendo-te apenas como amigo. Mas como eu disse antes "Eu já sou a pessoa mais sortuda do mundo em ter-lhe ao meu lado dessa forma".
Você, como o amor que sinto. Deram-me as melhores inspirações, para a escrita, se eu começar a pensar em ti e pegar um papel em branco consigo dissertar sobre o quão perfeito é você. Meu primeiro livro, ele foi escrito pensando inteiramente em ti.
Quem sabe você seja a minha Leanan Sídhe? Espero que essa história acabe diferente das histórias que eu já escutei sobre elas.
Sejam muito bem-vindos ao meu blog. Ao entrar dê adeus à sua sanidade mental. Esse é meu espaço artístico, onde posso me expressar. Sempre pensei que fosse único, mas descobri que não, todo artista é apenas mais um entre uma multidão, buscando destaque com seu trabalho.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Falsa Realidade
A porta da sala escura e solitária estava trancada, fazendo uma fria escuridão prevalecer dentro da sala, eu estava cabisbaixo em minha cadeira, sozinho. Quando a porta da sala se abriu de uma vez, o sol invadiu cada centímetro daquele local. Um rosto, não era um rosto qualquer, era o seu lindo rosto. Estava iluminado pelo sol, seus olhos estavam semicerrados em busca de algo. E quem diria que eu era esse algo que você estava a procurar. Meus olhos brilharam indo ao teu encontro, pois hoje era um dia especial para mim. Há uma semana atrás eu escrevi minha primeira carta para ti, a qual eu fui covarde o bastante para não mandá-la, mas não corajoso o suficiente para escondê-la do mundo. Uma semana e eu imaginava uma cena, tão perfeita era a cena que jogá-la fora seria uma burrice estupenda. Na carta eu havia perguntando se você queria ser minha realidade, creio que nunca receberei uma resposta, pois ela eu nunca enviei. Incrível como mil pensamentos me veem apenas em lhe ver.
Quando uma de suas mãos tocaram o interruptor e todas as luzes acenderam-se eu pude ver mais claramente toda a tua beleza. Uma blusa azul com mangas curtas, uma calça jeans preta surrada e um tênis all star, que a cor até hoje não sei ao certo. Agora a sala que estava fazia e solitária, estava cheia de felicidade, uma felicidade que ficou estampada no imenso e verdadeiro sorriso que eu lancei a ti, e mais feliz ainda quando você sorriu de volta.
Você começou a andar em minha direção, a cada passo mais próximo meu coração disparava. Eu levantei-me de minha cadeira e fiquei a frente dela. Você continuava a andar em minha direção, e meu coração gritava dentro do peito, você estendeu seus braços e me apertou contra seu peito, eu respondi o abraço. Você cedeu um pouco e olhou fixamente para mim, eu desviei o olhar e você beijou meu rosto. Quando eu retornei o olhar para ti, nossos olhos ficaram conectados. A cor escura de teu olho cintilava em meu rosto, e aquela conexão de olhares se tornou em olhos fechados, pois seus lábios estavam tocando os meus. E aquele era o clímax de toda uma vida, um primeiro beijo. Os melhores momentos da vida não podem serem fitados, por essa razão nossos olhos estavam fechados, e eu apenas imaginava o quão perfeito era aquela cena, e imaginava-me fora daquele lugar em um campo corrento ao seu lado. Com risadas à toa e abraços apertados. Uma vida eu imaginei ao teu lado, pobre imaginação fértil.
Um toque em meu ombro e toda aquela cena maravilhosa virou fumaça e eu acordei daquele doce e lindo sonho, meus olhos choravam em demasia, no meio da aula da filosofia eu pude sonhar. E a cada momento que eu lembrava da cena, meu coração ficava apertado e eu continuava a chorar.
Meu maior desejo era que toda aquela cena fosse verdade, que você fosse minha realidade e que o sonho fosse apenas lembrança e não uma realidade inalcançável. Saiba que em minha mente tudo isso foi real, e perdão por um pobre garoto que consegue apenas imaginar metade da perfeição que você possui.
Quando uma de suas mãos tocaram o interruptor e todas as luzes acenderam-se eu pude ver mais claramente toda a tua beleza. Uma blusa azul com mangas curtas, uma calça jeans preta surrada e um tênis all star, que a cor até hoje não sei ao certo. Agora a sala que estava fazia e solitária, estava cheia de felicidade, uma felicidade que ficou estampada no imenso e verdadeiro sorriso que eu lancei a ti, e mais feliz ainda quando você sorriu de volta.
Você começou a andar em minha direção, a cada passo mais próximo meu coração disparava. Eu levantei-me de minha cadeira e fiquei a frente dela. Você continuava a andar em minha direção, e meu coração gritava dentro do peito, você estendeu seus braços e me apertou contra seu peito, eu respondi o abraço. Você cedeu um pouco e olhou fixamente para mim, eu desviei o olhar e você beijou meu rosto. Quando eu retornei o olhar para ti, nossos olhos ficaram conectados. A cor escura de teu olho cintilava em meu rosto, e aquela conexão de olhares se tornou em olhos fechados, pois seus lábios estavam tocando os meus. E aquele era o clímax de toda uma vida, um primeiro beijo. Os melhores momentos da vida não podem serem fitados, por essa razão nossos olhos estavam fechados, e eu apenas imaginava o quão perfeito era aquela cena, e imaginava-me fora daquele lugar em um campo corrento ao seu lado. Com risadas à toa e abraços apertados. Uma vida eu imaginei ao teu lado, pobre imaginação fértil.
Um toque em meu ombro e toda aquela cena maravilhosa virou fumaça e eu acordei daquele doce e lindo sonho, meus olhos choravam em demasia, no meio da aula da filosofia eu pude sonhar. E a cada momento que eu lembrava da cena, meu coração ficava apertado e eu continuava a chorar.
Meu maior desejo era que toda aquela cena fosse verdade, que você fosse minha realidade e que o sonho fosse apenas lembrança e não uma realidade inalcançável. Saiba que em minha mente tudo isso foi real, e perdão por um pobre garoto que consegue apenas imaginar metade da perfeição que você possui.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Não sei... IH
Não sei mais o que fazer, para onde fugir não tenho forças para correr.
Não a quem pedir ajuda, a quem recorrer.
Que remédio tomar, como esquecer.
Não sei para onde ir, senão ao teu encontro.
Não sei no que pensar se não em teu encanto.
Não sei como expressar, senão escrevendo.
Não sei como descansar sem antes gritar que te amo.
Só queria saber o que fazer.
Se pra mim é melhor te esquecer
Ou seguir a te amar.
É escolha própria eu sei, mas confuso estou sem você aqui.
Na solidão no frio, eu honestamente não sei o que fazer.
Só você que não notou que o único remédio pra mim é você.
Não a quem pedir ajuda, a quem recorrer.
Que remédio tomar, como esquecer.
Não sei para onde ir, senão ao teu encontro.
Não sei no que pensar se não em teu encanto.
Não sei como expressar, senão escrevendo.
Não sei como descansar sem antes gritar que te amo.
Só queria saber o que fazer.
Se pra mim é melhor te esquecer
Ou seguir a te amar.
É escolha própria eu sei, mas confuso estou sem você aqui.
Na solidão no frio, eu honestamente não sei o que fazer.
Só você que não notou que o único remédio pra mim é você.
Aviso: Diário Póstumo de Charlotte
Galerinha que acompanha o Blog, tudo bem com vocês? Eu gostaria de dizer que eu estou investindo em outra narrativa mais longa. O diário póstumo de Charlotte, deem uma olhada. Eu espero que vocês gostem.
http://fanfiction.com.br/historia/261681/O_Diario_Postumo_De_Charlotte
http://fanfiction.com.br/historia/261681/O_Diario_Postumo_De_Charlotte
Que piegas...
Vagando por uma praia deserta, no abandono na solidão. O vento quente atingia minha pele, o sol forte queimava-a. Apenas meus pés estavam frios, com meus passos à beira mar. Vaguei até o pôr de sol, quem diria que a noite seria mais triste que o dia, que a solidão seria pior sem luz alguma e que eu iria implorar pelo sol quente ardendo em minhas costas. Mas a noite ela é cruel e fria. E a solidão assola mais fortemente, e da solidão o desespero. Ainda me encontro vagando por aí. Onde estás? Onde fostes? Pergunto-me, caio no chão naquela areia gelada. E olho para as estrelas, que piegas. Mas em qual delas estão teus olhos? Se serve de prova de amor, você me abandonou, mas meu coração inquieto nunca deixou de buscar por você. Mesmo que o sol queime minha pele por inteiro, mesmo que eu morra de sede. Eu não me cansarei de buscar por ti.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Incerteza - IH
Queria saber se dessa vez seria reciproco, mas algo lá no fundo me diz que não. Minha mente teimosa ignora isso, mas meu coração continua a bater forte por ti. Lembro do jeito com que eu me sinto seguro quando eu lhe abraço, queria poder ficar mais perto de ti. Mas aquela voz grita: Não é Reciproco! Eu teimo e ignorá-la, não sei antes eu estava confuso, pode parecer repetitivo falar de confusão nesse blog, mas é assim que eu me sinto. Bem eu acho que só conseguirei de sentir algo por ti quando já não houver chance alguma, quando você já estiver com outra pessoa, mas espero que ela te faça feliz, e aí sim eu não sairei chorando, eu sairei com um lindo sorriso no rosto, pois a tua felicidade irá ser a minha, e não importa com quem for. Eu sempre estarei se amando e me importando com tua felicidade. Bem, mas enquanto isso não acontece eu aposto as poucas fichas que eu tenho para tentar te fazer feliz, mesmo eu sabendo que não é reciproco.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Covardia?
Foi no crepúsculo de um dia qualquer que eu te conheci, não sei bem ao certo se eu me apaixonei por ti à primeira vista, ou foi depois de um tempo de amizade, mas creio que isso não convém pois eu lhe amo da mesma forma. Mas uma ponta da angústia é o que eu tenho, angústia por não ter coragem, por ser um completo covarde por não lhe mostrar todos os textos que pra ti eu escrevi. Isso me consome, às vezes eu começo a chorar sem motivo algum, acho que é apenas medo, medo de ti perder e medo de você nunca me pertencer, medo por ser esse covarde estúpido. Quero que saiba que eu nunca serei um covarde quando for para dizer que TE AMO, isso eu não tenho medo. Sabe do fundo do meu coração eu queria ser corajoso o suficiente para dizer tudo o que eu sinto, tudo o que meu peito guarda. Mas se você chegar a ler o que eu escrevo irá saber um parte. Corajoso para lhe mostrar todos esses versos que pra ti com carinho fiz, já cogitei presentear você com eles, mas eu sou covarde, não sabia?
Quero que saibas que no primeiro piscar de olho teu eu correria léguas e léguas ao teu encontro, não importa onde e eu lhe beijaria como se não houvesse uma segunda vez, esse seria a concretização de um sonho, eu não seria mais covarde, eu seria apenas seu naquele momento, sem medo algum.
—IH.
Quero que saibas que no primeiro piscar de olho teu eu correria léguas e léguas ao teu encontro, não importa onde e eu lhe beijaria como se não houvesse uma segunda vez, esse seria a concretização de um sonho, eu não seria mais covarde, eu seria apenas seu naquele momento, sem medo algum.
—IH.
Anoitecer do dia 28 - Você...
Eu amo o jeito em que VOCÊ arruma seu cabelo, o jeito em que suas mãos passam por entre os fios. Amo a cor que tem o seu cabelo, amo o cheiro doce e inesquecível que ele tem.
Eu amo o jeito em que VOCÊ olha, eu amo o formado de teus olhos, a cor mais linda e delicada existente. Aquela piscadela leve te torna com o olhar mais lindo do mundo.
Eu amo o jeito que VOCÊ anda, o jeito que você pisa, o jeito em que você gesticula com a mão. O jeito em que seu corpo se move, o jeito com o qual você dança.
Eu amo o jeito em que VOCÊ conversa, tua voz é doce e juvenil. Ela é grudada em meus ouvidos, um sintonia que eu nunca esquecerei. Eu amo o formato de tua boca.
Eu amo você de todos o jeito, cada fio de cabelo, cada gesto, cada ato e cada centímetro de você. Eu amo, eu te amo...
Eu amo o jeito em que VOCÊ olha, eu amo o formado de teus olhos, a cor mais linda e delicada existente. Aquela piscadela leve te torna com o olhar mais lindo do mundo.
Eu amo o jeito que VOCÊ anda, o jeito que você pisa, o jeito em que você gesticula com a mão. O jeito em que seu corpo se move, o jeito com o qual você dança.
Eu amo o jeito em que VOCÊ conversa, tua voz é doce e juvenil. Ela é grudada em meus ouvidos, um sintonia que eu nunca esquecerei. Eu amo o formato de tua boca.
Eu amo você de todos o jeito, cada fio de cabelo, cada gesto, cada ato e cada centímetro de você. Eu amo, eu te amo...
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Crepúsculo do dia 27 - Falsas Lembranças
Sabe aquele momento simples que você eterniza?
Ó existem muitos que eu eternizei, e quem sabe esses tais eternizados todos não são contigo?
Bem eu sei, e ó como sei! São todos ao teu lado, não nego. Cada sorriso bobo, cada risada à toa, cada coisinha que por menor que fosse feita por você se faz fofura... É, os melhores momentos de minha triste existência são contigo, isso faz dela menos triste e desprezível, uma luz que emana de ti e me ilumina, isso me dá forças.
São eternos, pelo menos em minha mente, só não lhe digo um motivo para eternizá-los... Eu te amo... Os demais não lhe conto, pois se eu fosse contar eu teria que escrever um livro mais grosso do que a bíblia, mas quem sabe eu escreva? E quem sabe você nunca chegasse a lê-lo totalmente? Não me importo, eu poderia recitar palavra por palavra para você, apenas para pôr um sorriso mais do que perfeito em teu rosto e acabar com a solidão que assola teu peito.
Eu sim, somente eu. Seria o responsável por aquele sorriso, e disso eu teria convicta certeza, e isso me faria a pessoa mais feliz da face da terra. Eu recitaria cada palavra desse livro complicado, o amor, enquanto eu afagava seu cabelo, enquanto você deitava em meu colo me passando segurança e conforto, isso sim seria a ETERNIDADE.
Se eterno não fosse, não me importaria, eu poderia viajar nos confins da terra para poder eternizá-los. Mas se isso não acontecer, saiba que pra mim foi eterno. Eterno enquanto durou, parece clichê, mas é verdade. O mais importante é que eu eternizei você, em minha mente, eu eternizei você em cada verso mal escrito, em cada carta que eu não enviei, em cada poema tosco que provavelmente eu nunca irei lhe mostrar. Mas eu te eternizei com as minhas palavras.
—IH.
Ó existem muitos que eu eternizei, e quem sabe esses tais eternizados todos não são contigo?
Bem eu sei, e ó como sei! São todos ao teu lado, não nego. Cada sorriso bobo, cada risada à toa, cada coisinha que por menor que fosse feita por você se faz fofura... É, os melhores momentos de minha triste existência são contigo, isso faz dela menos triste e desprezível, uma luz que emana de ti e me ilumina, isso me dá forças.
São eternos, pelo menos em minha mente, só não lhe digo um motivo para eternizá-los... Eu te amo... Os demais não lhe conto, pois se eu fosse contar eu teria que escrever um livro mais grosso do que a bíblia, mas quem sabe eu escreva? E quem sabe você nunca chegasse a lê-lo totalmente? Não me importo, eu poderia recitar palavra por palavra para você, apenas para pôr um sorriso mais do que perfeito em teu rosto e acabar com a solidão que assola teu peito.
Eu sim, somente eu. Seria o responsável por aquele sorriso, e disso eu teria convicta certeza, e isso me faria a pessoa mais feliz da face da terra. Eu recitaria cada palavra desse livro complicado, o amor, enquanto eu afagava seu cabelo, enquanto você deitava em meu colo me passando segurança e conforto, isso sim seria a ETERNIDADE.
Se eterno não fosse, não me importaria, eu poderia viajar nos confins da terra para poder eternizá-los. Mas se isso não acontecer, saiba que pra mim foi eterno. Eterno enquanto durou, parece clichê, mas é verdade. O mais importante é que eu eternizei você, em minha mente, eu eternizei você em cada verso mal escrito, em cada carta que eu não enviei, em cada poema tosco que provavelmente eu nunca irei lhe mostrar. Mas eu te eternizei com as minhas palavras.
—IH.
Madrugada do dia 26 - Sonho
E mais uma vez você veio enfeitar minhas noites, com seu rosto em toda a beleza e perfeição. Mas esse foi especial, sonhei que você respondia aquele sentimento que eu guardei pra ti. Você havia me pedido em namoro e eu havia aceitado ai veio a melhor parte do meu sonho. O nosso primeiro beijo, aquele com qual eu havia imaginado em milhões de formas diferentes, e como eu presumi foi da melhor forma possível. Mas aí eu acordei, meu coração estava lastimoso, dolorido e cansado de fantasiar contigo, cansado de bater por ti. E meus olhos teimosos começaram a chorar, um pranto de desespero, uma prece para que aquilo fosse real. E esse era o meu desejo, se me perguntarem eu não nego, mas meu coração canta por ti, ele fica inteiro quando está perto de ti, parece que nunca houve chaga nenhuma, buraco algum, nem um arranhão sequer. Eu me sinto inteiro quando eu estou contigo. Ai baques de lembranças de um abraço teu me vêm e completam aquela sinfonia fúnebre de tristeza pela tua ausência. Depois de vários soluços eu consigo dormir novamente.
sábado, 25 de agosto de 2012
Crepúsculo do dia 25 - Inesperado.
Ó Deus acalma meu coração. Ele disparou como uma flecha cortante. Quase saindo de meu peito e indo em direção a você... Isso foi algo novo e inusitado, nunca havia cogitado isso nem no mínimo imaginado. Mas quando eu te vi, meu coração saltou, cantarolou e queria de toda e qualquer forma sair daquele cubículo apertado e ir de encontro a tu, mas ele teve que se conter, pois era mais seguro e livre de novas decepções. Mas quem sabe um dia ele salte para sua mão e você faça bom uso?
Anoitecer do dia 25 - Véspera
Eu fecho meus olhos, minha imaginação viaja...Longe, bastante longe de mim, mas perto o suficiente de ti. Meu coração fica mais lento e depois mais rápido. Essa imaginação fantasiosa me vê com minha cabeça descansando em teu peito, escutando seu coração mais de perto. Sentindo seu hálito em meus cabelos e apertando você com meus braços. Ai chega a esperança, aquela teimosa, que me faz tê-la em demasia para um possível tempo a teu lado, não existe nada melhor, mesmo eu sabendo que tudo sempre vai ser platônico, apenas imaginação. Mas aí você chega sorrateiramente e faz todos os meus sentidos e emoções dispararem, aí você se vai e eu fico na lembrança de que tudo que foi imaginado poderia ser um dia possível? Esta é a minha dúvida mortal, que consome meu ser.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
O Starling - Capítulo 20: Aliados
Voamos muito rápido, apenas se podia ver floresta, Maine era coberta em sua maioria por florestas. O vento estava ameno e o sol não estava muito forte, eu estava curtindo um pouco o vento em meu rosto e o sol que atingia minha pele pálida. Voamos por pelo menos uma hora.
— Estamos quase lá. — Disse John. — Fastus!
— Fastus! Você acha que será muito difícil lutar contra eles? — Eu estava temerosa, com tudo o que aconteceu com Samuel e a magia negra.
— Nós iremos conseguir.
Voamos por mais meia hora e um portal negro se abriu sobre as nuvens brancas e o céu azul. O mesmo portal que me trouxe até aqui. Duas bolas de fogo saíram de dentro dele e aterrissaram na floresta. John aterrissou também e eu fui logo atrás. Nós nos escondemos atrás de um pinheiro e apenas ficamos observando os dois bruxos que foram mandados para essa dimensão.
Eram um homem e uma mulher, a primeira que eu pude notar foi a mulher que estava ajeitando as vestes após a sua queda. Ela tinha um cabelo que se iniciava negro, que a partir do local onde ele se encontrava preso ele continuava loiro com as pontas de um rosa vibrante. Seus olhos eram policromados como os meus um rosa e o outro lilás. Aquilo me dizia que ela havia feito algum contrato semelhante ao meu. Seu corpo era voluptuoso, bastante encorpado e os talhes de seu rosto pareciam que haviam sidos desenhados. Ela trajava roupas semelhantes as que eu havia chegado a esse mundo, um vestido branco de mangas compridas.
O homem tinha talhes do oriente de Starnie, olhos meios repuxados cor de âmbar, sua pele era tão branca quanto a minha e semelhante a pele da mulher. Sua boca era carnuda e seu nariz afilado. Seu corpo era largo e musculoso, digno de um guerreiro, braços largos e fortes, pernas grandes e torneadas, tinha um peitoral trabalhado, típico de um guerreiro do oriente. Ele trajava roupas de guerreiro.
— Hideki, eu sinto que estamos sendo observados. — Avisou a mulher. A voz dela era fina, suave e adocicada.
— Saia de trás dessa árvore e encare-nos. — Exclamou o homem, Hideki, sua voz era máscula e bastante graciosa, era uma linha tênue entre grosseria e leveza.
— Eu não estou me escondendo. — Disse John saindo de trás do pinheiro. — Volte para a dimensão de vocês, aqui não é lugar para pessoas como vocês.
— Como você sabe que aqui não é nosso lugar? — Disse a mulher.
— Não se meta Luka, esse assunto é de homem pra homem. — Bradou Hideki.
— Ele não está só, eu vejo que há outra bruxa com contrato mágico entre nós. Saia menina.
Era como eu havia presumido, uma bruxa com contrato podia sentir a outra.
— Parem com esse bláblá e digam logo o que vocês vieram fazer aqui. — Gritou John.
— Viemos matar o mestiço. — A voz de Hideki era grave e me assustou. Olhei para o seu braço e não havia sinal algum da marca negra. Ele nunca havia matado. Olhei para a mulher também e ela também não tinha a marca negra. Eles eram bruxos que usavam magias brancas. Presumi. — Você sabe onde ele se encontra?
— Sim sei, esse sou eu. John Starling. O mestiço.
— Então você veio até sua morte? —A expressão de Hideki estava difusa, eu não conseguia identificar, estava entre a raiva e a dor. Luka se escondeu atrás dele. — Bem, menos trabalho para mim. Luka você cuida da bruxa e eu cuido do mestiço.
— E quem cuidará da feiticeira?
— Que feiticeira? — Perguntou ele.
— Você não sentiu o mau-cheiro? Tem uma feiticeira aqui também.
— Deixe Elisabeth em paz! — Gritou John novamente.
Apressei-me.
— Protectus! — Lancei em Elisabeth. — Guardian Libertus! Rápido Stern leve Elisabeth para longe. Spelus! — Ataquei a mulher.
— Protectus! — Defendeu ela. — Tulos! — Ela lançou bolas de fogo em mim. Eu desviei.
— Corus Forus! — Lançou Hideki em John.
— Protectus! — John defendeu-se. — Acquos Fobus!
Luka começou a correr. Eu saí correndo atrás dela. John e Hideki continuaram lá batalhando.
— Você não tem coragem de me enfrentar? — Afrontei.
Ela continuou a correr.
— Transportium! — Ela desapareceu.
Ela surgiu por detrás de mim e pôs o braço em volta do meu pescoço. Ela estava me sufocando, cada vez mais e mais. Eu não conseguia falar, não conseguia proferir nenhuma magia. Eu senti o braço dela ceder, estava deixando o ar passar novamente por minha garganta. Ela soltou-me e se jogou no chão, seus olhos começaram a lagrimejar.
— Não isso não vai acontecer mais uma vez. — Disse ela. Eu não estava entendendo o que havia acontecido. — Transpontium!
Eu voltei correndo para onde John estava. — Fastus!
Luka chegou quase ao mesmo tempo em que eu.
— Solte-o Hideki, eles não estão errados nós estamos. Quando eu toquei a bruxa eu vi toda a dor que eles estão passando. E a mesma dor que nós tivemos ao perder nossa mãe para Magnus. A culpa da morte do nosso pai não é dele ela é inteiramente de Guilherme. Ela que assassinou sem piedade todos os bruxos que se recusaram a vir para esse mundo.
Hideki caiu no chão com uma expressão de dor. Como se aquelas palavras o atormentassem. Então todos os bruxos que se recusaram a vir, foram mortos, então Guilherme havia envenenado eles contra nós. A dor deles era semelhante a nossa.
— Isso é errado, nós somos os errados. — Continuou Luka.
— Eu não deixarei que a história se repita minha irmã. — Ele ficou de pé. — Nós lutaremos ao lado deles e não contra eles. — Hideki abraçou John. — Você nos aceita como seus aliados?
— Nós vos aceitamos como amigos! — E Luka deu um sorriso. — Vamos, lhe mostrarei nossa casa. — Embora John tenha acabado de conhecê-los e eles tenham tentado matá-lo, eles eram aliados e John acreditava neles. E eu também.
Luka e Hideki, aquele seria o início para uma grande amizade.
O Starling - Capítulo 10: Sonho
“Estava numa floresta, bastante escura. Escutei passos que não eram os meus, olhei para trás havia uma mulher incrivelmente bonita correndo perto de mim ela estava chorando e parecia estar com bastante medo, ela me ultrapassou, corri para alcançá-la.
—Hey Espere por mim, o que aconteceu? Por que está tão triste?. — Ela parecia não me escutar, corri mais rapidamente, escutei seus gritos
— Não, por favor, por favor, me deixe em paz. — Será se ela estava se referindo a mim? Continuei a correr atrás dela.
Escutei sons do galopar de cavalo, olhei para trás. Havia um homem com uma enorme cicatriz que atravessava o rosto, ele parecia bastante mal intencionado.
— Não por favor. Não fiz por Mal — gritou ela novamente.
O homem em seu cavalo me ultrapassou, parecia não ter me notado, ele agarrou a mulher pelos cabelos compridos, e ela continuava a gritar.
— Não, por favor, nããão — ele a amarrou e a amordaçou, quando ele deu as costas saí de trás da árvore que eu estava escondido e tentei soltá-la. Mas quando fui tocá-la minha mão passou por dentre ela.
— Mestra ficará muito feliz com sua aquisição Fernand. Uma traidora, uma mentirosa. — Falou outro homem ao chegar por trás de mim, ele era baixo e gordo, usava armadura, não completa o rosto estava a amostra. — Pensou que escaparia da guarda real assim tão fácil? — Ele continuou a falar.
— Hum, está foi muito fácil de capturar não teve desafio algum, ela nem se atreveu a usar nenhum feitiço. E você como sempre Olave deixa o trabalho sujo para mim. — Falou Fernand.
Feitiço, rainha e guarda real, tinha quase certeza que este lugar é Starnie.
— Vamos, não podemos deixar a Rainha á esperar — Bradou Olave,
Tinha quase cem por cento de certeza que aquilo era um sonho, não me lembro de como eu havia conseguido chegar ali se nem bruxo de nível três eu não era ainda. E também eu não conseguia mais escutar Starling, nem meu livro estava comigo. Sim aquilo era um sonho. De repente os homens levantaram a mulher colocaram ela amarrada em cima do cavalo, e saíram andando. Eu comecei a segui-los floresta à dentro, estava deverás escuro, mas a luz da lua não fazia eu perdê-los de vista.
Depois de algum tempo de caminhada, estávamos perto de um Rio cuja as águas brilhavam como se o sol nascesse dentro dela, os homens entraram na água, não parecia muito fundo. Entrei na água também não podia perdê-los de vista, a água me batia na cintura, aquela água era brilhante e totalmente clara, mesmo a noite era possível ver os peixes passando por entre nós. Fascinou-me bastante aquele rio, pouco tempo depois eu já estava do outro lado. Segui-os por mais algum tempo, parecia muito tempo já estava amanhecendo.
— Já estamos quase perto de seu destino Final Traidora — Falou o homem da cicatriz, Fernand.
Estava um pouco cansado daquela caminhada, que parecia não ter um fim. Mas de acordo com Fernand estávamos perto do nosso destino. Quando dei por mim estávamos entrando num vilarejo que de uma hora para outra o sol já brilhava ao céu como uma linda e clara manhã, aquilo me soou estranho, pois não havia tido um nascer simplesmente ao chegarmos lá o sol já estava brilhando. As casas desse vilarejo eram bastante rústicas, lembrei-me das aulas de história medieval da Sra. Santie, se eu fosse usar uma época para descrever aquele local, usaria época medieval. Todos os moradores da cidade olhavam para os dois homens, alguns gritavam — Saúdem a Rainha Minerfes — ao escutar isso tive a certeza que estávamos em Starnie, mais especificamente em Solariun. Segui-os por mais um tempo, até chegarmos num castelo imenso cercado por um pequeno córrego d’água. Aquele castelo parecia ser situado no meio do vilarejo. Os homens deram sinal para a torre.
A rampa de entrada para o castelo baixou, e os homens começaram a entrar, e eu sempre a segui-los. O castelo era inimaginavelmente bonito, bem iluminado e bastante decorado, aqueles que você só vê em desenhos animados. Andamos por várias câmaras desse castelo, até chegarmos numa câmara enorme e mais bem decorada que as demais no final dela havia um trono que aparentemente parecia ser feito do mais puro ouro. Havia uma mulher morena parada ao lado do trono ela era consideravelmente bonita e baixa.
— Avise para Minerfes que trouxemos a traidora como ela pediu — a mulher num piscar de olhos desapareceu, e num segundo piscar uma mulher Alta, loira e de uma beleza admirável apareceu, os dois homens se curvaram diante dela, supôs que ela fosse a rainha da qual todos os moradores estavam aclamando.
— Vossa majestade trouxemos a traidora como você nos mandou — Disse Olave.
Ela sentou-se cruzou as pernas, fez uma cara de désdem.
— Demoram demais, estava esperando por essa verme imunda á algum tempo. Deixaram-me esperando, e vocês sabem que eu não gosto de esperar. Margareth traga-me chá! — Ela parecia estar muito zangada com aquela situação, a voz dela era bastante imperativa.
— Desculpe-nos, mas ela correu, para a floresta de Strawberry e a Vossa Majestade sabe que lá há muitos lugares para se esconder. Além de ela ser uma feiticeira Elementar e ter passado muito tempo me atacando — Disse Fernand, ele estava mentindo ela não havia usado feitiço algum, ele mesmo havia se gabado antes disto.
— Essa traidora ainda ousa usar feitiços contra os da própria espécie? É pior do que eu pensava. Fernand você está desculpado pela demora. Essa verme insolente merece a morte. Mas não antes de me dizer onde aqueles dois vermes apaixonados foram. — A rainha havia decretado a morte daquela mulher.
— Vossa majestade eu de nada sei, só lhe vim a informar sobre a traição dos dois, eu lhe juro que não tenho nada haver com a fuga deles. — Falou a mulher em defesa.
— Como ousa mentir na minha cara? É bem pior do que eu pensei.
— Mas eu estou falando a verdade Minha Rainha, Vossa majestade sabe que eu sou totalmente fiel ao vosso reino. — A mulher estava com um imenso desespero no olhar, a morte era o que a rainha havia decretado.
— Anita, Anita, Anita continuas a mentir, mesmo perto de tua morte? Não tentarás nem ter uma morte digna, contando a verdade. — Aquela mulher que eles estavam perseguindo era Anita a prima distante de minha mãe que denunciou o amor dela com meu pai. Mas de acordo com ela meus pais haviam fugido. Meus pais vivos, então aquele sentimento dentro de mim dizia a verdade, mas, mas aquilo era apenas um sonho. Mas porque razão sonharia com Anita? Um silêncio se fez na sala. — Então, não queres colaborar, não é? Então nada te digo a não ser dar ordens de lhe matar.
Anita estava num desespero maior ainda.
— Eu estou falando a verdade Rainha eles estavam lá, mas eu lhe juro por tudo quanto é mais sagrado que eu não tenho nada haver com a fuga deles. Só vim avisar-lhe pois eu tinha certeza de que o filho de minha prima era mestiço, Disse-lhe o que vi. Se há uma traidora aqui é a irmã de Lea, Elisabeth não se viu mais sinal dela depois do desaparecimento da prima. Ela sim que é uma traidora. — Deu para notar um medo aparente no rosto da rainha. Ela sentou-se colocou a mão no queixo e pôs-se a pensar.
— Quer dizer então que aquela Verme temporal tem haver com a fuga deles? Outra traidora. — Minerfes andou de um lado para o outro da sala, sentou-se e depois levantou-se.
— Não vê? Elisabeth é uma traidora não eu. — Anita estava acusando agora Elisabeth, Anita era pior do que eu pensava.
— Exílio! Te julgo ao exílio.
— O exílio não majestade eu prefiro a morte.
— Eu não seria tão piedosa assim com você! Devias estar feliz de eu ainda deixar você respirar. Eu realmente devia matá-la em praça pública para o povo aprender a nunca mais trair o Reino.
Por que esse exílio seria pior que a morte?
— A senhora é um poço de bondade Rainha. — Fernand estava a fazer reverência diante dela.
— Margareth chame Morgana agora!
— Sim senhora. — Margareth também fez reverência.
Depois de um tempo de espera, uma mulher de cabelos eriçados e pretos, de vestes longas e rosto com expressão raivosa, entrou na sala.
— Morgana, á quanto tempo seus serviços a mim não estavam sendo necessários, não costumo ser tão piedosa assim nesses últimos tempos. — A mulher de expressão raivosa chamada Morgana cumprimentou a rainha.
— O que traz a vossa majestade a ser tão piedosa assim com essa traidora? — Morgana tinha uma voz rouca que me dava calafrios.
— Bem deixe me ver, essa traidora me entregou outra traidora, me parece justo mandá-la ao exílio ao invés da morte.
— Hmm, está traidora entregou um deles, sábia escolha Anita.
Morgana abriu a veste e tirou um frasco de um líquido verde.
— Faça-a beber! — Ordenou Morgana para Fernand.
Olave segurou o rosto dela e apertaram-lhe as bochechas fazendo-a abrir a boca, mas as tentativas eram inúteis, Anita não abria a boca. Ela balançava a cabeça sem gritar. Se ela gritasse ele conseguiria o objetivo dele com mais facilidade, ela se contorceu e resistiu até Fernand puxar seus cabelos e ela gritar. Olave rapidamente inseriu o líquido na boca dela, tarde demais ela havia bebido aquele líquido estranho. Eles a soltaram e ela ficou a se contorcer no chão. Morgana tirou um líquido roxo das vestes e derramou uma gota no chão, um buraco escuro e giratório começou a se abrir, era um portal tinha certeza, mesmo nunca tendo visto um na minha vida. Fernando chutou Anita lá, entrei em desespero
— Nããããããããããããooooooooo! Seus Monstros! — Gritei. Mas de nada adiantava, eles não me escutavam Morgana gargalhava e Minerfes também as duas pareciam sentir prazer com aquilo.
— Serviço feito minha Rainha, poderia conversar com a senhora por um momento? A sós. — Morgana estava com um sorriso malicioso no rosto.
— Fernand, Olave e Margareth saiam!
Um ódio se fez dentro de mim. Elas não eram mulheres, eram monstros.
Todos deixaram o local, eu não. Continuei ali, queria saber o que elas queriam conversar que os outros não podiam saber, parecia-me algo importante.
— Minerfes rastreie por todos os locais do Reino, mandei farejadores e nenhum sinal do mestiço.
— Eu esperava boas notícias Morgana, isso me preocupa. Essa peste é bem pior que os pais dele. Pelo o que eu ouvi é um menino, tenho muito com o que se preocupar.
— Não se preocupe minha rainha nós o acharemos. Tens minha palavra.
— Se eles estiverem em terras fora do Reino nenhum poder terei para com eles, minha autoridade num vigorará. Procurarão em Lunos! — Uma expressão de medo se fez no rosto de Morgana.
— M-Majestade a Senhora sabe que lá nós não somos bem vindos, e à uma hora destas aquelas criaturas já teriam matado os quatro.
— Pois bem, se eles voltarem estaremos em maus lençóis. — A rainha finalmente mostrou um posição de medo novamente,ela realmente temia a minha volta e a volta de meus pais, bem era o que me parecia.
Morgana aproximou-se mais de Minerfes
— Mas a profecia é verdadeira?”
Beep, Beep meu despertador tocou e eu saí de meu sonho, que profecia seria está da qual a Rainha tinha tanto medo? Sentei-me, coloquei as pernas para fora da cama e me levantei. Comecei a sentir uma tontura, uma fraqueza. Caí.
Diário Póstumo de Charlotte - A Morte.
Atordoadamente saí correndo daquela escola, eu não queria mais me deparar com nenhum rosto daquele local, cenário de minha tristeza e de minha ruína pessoal. Cada lágrima que em mim escorria era uma lembrança de cada risada proferida. Talvez eu nunca tivesse me apaixonado, fui boba, fui tola e ingênua. E minha correria se seguiu não conseguia ver o que estava à minha frente, apenas lágrimas era o que eu conseguia produzir e nada mais.
– Cuidado menina. – Uma voz nada familiar soo atrás de mim, não liguei e continuei a correr e logo iria me deparar com o objeto do qual ele havia mandado eu tomar cuidado.
– Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeenn. – E esse foi o último som que consegui escutar. Uma baque me veio juntamente com aquele som e aquilo realmente era meu fim. Sentia o gosto úmido e quente que era o sangue que por minha boca estava a fluir. Poderia descansar de cada risada e realmente nunca mais veria ninguém daquela escola e nem nunca lembraria aquelas memórias. E aos braços da morte me entreguei. Quem diria que a morte seria o alívio para toda aquela dor. Não pude mais resistir.
Semicerrei os olhos tudo o que via era uma luz forte, então era assim que o céu era.
– Não aqui não é o seu lugar. – Uma voz branda e fina escutei, virei-me para ver de onde aquela voz vinha. E me deparei com uma criancinha loira de olhos grandes de um azul celeste. Nunca em toda minha vida eu havia visto criança mais bonita. Melhor dizendo em toda aquela minha existência patética eu nunca havia visto criança provida de tal beleza.
– Onde eu estou? – Perguntei. A criancinha que longe estava começou a andar em minha direção. Logo estava ao meu lado.
– Você está na passagem entre a vida e a morte. – Não era exatamente uma resposta que eu esperava. – Não era sua hora. – Entrei em uma onda de pavor. – Sua missão ainda não foi comprida.
– Que missão? – Perguntei.
– Venha comigo eu vou lhe mostrar. – E ela estendeu a mão para eu segurar. Obedeci aquela mão extremamente pequena e delicada. E de repente estávamos voando pelo céu. Cruzamos uma enorme nuvem e eu podia avistar uma pequena cidade. Aquela cidade me parecia familiar. Quanto mais nos aproximávamos mais ela me parecia familiar. Aquela era minha cidade natal, minha velha Londres. Depois de mais alguns minutos de voo estávamos perto do bairro onde aconteceu a minha tormenta e minha ruína. – O distrito escolar –, lágrimas tomaram conta de meu rosto novamente, eu não sabia que se era possível chorar após a morte. Logo estava de cara com meu corpo, ensanguentado estirado no chão. Havia muitas pessoas em volta dele. O carro que havia me matado estava parado mais a frente e o motorista era um dos poucos que choravam aquele cena, Talita era outra que em lágrimas se derramava. Não havia nenhum sinal do aparecimento de meus pais. Pior de tudo aquilo era que, os causadores da minha ruína inicial estavam presentes. – Essa é você em seu pior estado, sua morte não foi premeditada. Nunca esteve em nossos planos tal morte para você. – Tudo aquilo estava sendo difícil de assimilar, ver meu corpo morto foi realmente a pior cena que meus olhos já fitaram. Desperdiçamos mais algum tempo a observar aquela cena, logo via-se minha mãe em desespero, chegando à aquela cena.
– Me tire daqui, não suportarei ver minha mãe chorar. – Falei, ainda com meu rosto banhado em lágrimas.
Então a criança, que a meu ver era um anjo, segurou minha mão novamente e me levou para outro local familiar para mim. O maior hospital de minha cidade. Atravessamos a parede como se ela fosse uma poeira que poderia ser facilmente penetrada. Logo estávamos diante de uma menina de uma beleza singular, de pele branca e cabelos loiros. Ela parecia estar à dormir, também havia uma mulher ao lado dela que chorava.
– Pobre Sophia, sua morte era premeditada, mas ela é tudo que sua mãe tem. – A menina falava em um tom de comoção, ela parecia realmente se importar com aquela menina sobre a maca ligada a todos aqueles aparelhos. – Os médicos lhe disseram que não havia mais nada a fazer pela filha. – E o coração daquela menina estava começando a diminuir o ritmo das batidas. Então sua mãe começou a entrar em desespero e logo os médicos entraram na sala e iniciaram uma tentativa desesperada de animar a menina. – Agora sua hora chegou.
– Minha hora? Eu já morri, o que mais me resta? – E a menina agarrou-me pelas costas e me levou para perto da menina sendo reanimada. E de forma abrupta ela me empurrou para junto da menina. Minha alma estava sendo sugada para dentro daquele corpo. E eu continuava sem entender o que era aquilo.
– Aproveite a sua nova vida. – E aquela menina se foi com uma pequena risada. Ao lado dela ia o fantasma daquela menina que estava na maca. Ela não parecia estar triste e sim conformada com aquela situação e com um sorriso ela se foi.
Minha alma estava sendo sugada pelo corpo daquela menina incrivelmente bonita. Não adiantava lutar contra aquilo, me parecia inevitável. Então me rendi.
Um baque elétrico atingiu meu corpo. E então abri meus olhos.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Anoitecer do dia 22 - Pós-Dia Glorioso.
Queria ser corajoso para poder dizer tudo o que eu sinto, de poder lhe mostrar todos os textos que com muito carinho e afeto eu escrevi para você, somente você. Enquanto isso todas essas palavras e atos ficam entalados dentro de mim, em minha garganta, clamando para serem disparadas a você. Isso me consome, me entristece e me deixa cada vez menos esperançoso de seguir em frente, elas se acumulam. Como água é represada, uma represa de lágrimas prestes a transbordar. Quem sabe quando aquela frase delicada for ateada a ti as comportas dessa represa possam serem abertas. E que quando a água se for totalmente eu possa olhar pra ti e sorrir, e poder ver seu sorriso em resposta. Isso seria demasiado, seria um sonho virando realidade. Se caso não é de teu conhecimento, mas a frase delicada é "Eu te amo", disso estou convicto, não está mais confuso em minha mente, tão claro como teu rosto iluminado pelo sol da manhã que eu guardei em minha mente.Confesso que todos os pensamentos meus são em ti.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Anoitecer do dia Glorioso - 21
2ª Postagem Manuscrita. Bem é isso, meus erros ortográficos e minha péssima caligrafia. Mas espero que curtam essa carta. ^^
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Alvorada do dia 17 - Incerteza
Incerteza, confusão e vários outros sentimentos confundem minha cabeça, eu não sei o que eu sinto. Se é uma mera paixonite ao um simples amor. Encontro-me confuso, mas minha confusão maior é essa incerteza da reciprocidade, que afinal de contas nunca é reciproco é sempre platônico. Essa minha mente fantasiosa insiste em me pôr a pensar em ti em cada segundo, no seu sorriso, em seus olhos semicerrados quando sorri e todas as outras coisas que embelezam esse teu ato. Até o seu cheiro ficou grudado em minha mente, pode lhe parecer estranho caro leitor, mas poderia alguém amar e ser amado? Chego a pensar que finais felizes existem apenas em contos de fada ou quem sabe em filmes, mas mesmo assim eu não me canso de procurar o meu "E viveram felizes para sempre..." Ou então "E foi eterno enquanto durou." Isso simplesmente bastaria para alegrar essa minha existência sem sentido. Deveras creio estar amando novamente.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Queria poder...
Queria poder me importar, cuidar de ti. Ser seu amparo, seu amigo e quem sabe um remédio para tua dor.
Queria poder te abraçar, beijar. Te ter perto, Oh céus coisa melhor não há.
Queria poder ser seu travesseiro estar contigo o tempo inteiro do anoitecer ao alvorecer.
Queria poder gritar, gritar que te amo a cada pessoa que eu encontrar.
Queria poder expressar o que eu sinto a cada momento.
Queria poder estar ao teu lado, ser útil pra você.
Emfim, queria poder ser importante pra você.
Queria poder te abraçar, beijar. Te ter perto, Oh céus coisa melhor não há.
Queria poder ser seu travesseiro estar contigo o tempo inteiro do anoitecer ao alvorecer.
Queria poder gritar, gritar que te amo a cada pessoa que eu encontrar.
Queria poder expressar o que eu sinto a cada momento.
Queria poder estar ao teu lado, ser útil pra você.
Emfim, queria poder ser importante pra você.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
E os tempos antigos que não voltem!
No auge de meu amor eu disse, "Morreria por ti se necessário for." E pra mim essa era a verdadeira essência do amor, morrer no lugar de alguém que ama parece uma boa forma de se despedir-se desta vida medíocre. Mas ai o tempo passa, as coisas acontecem e você se toca que aquela pessoa que você arriscaria sua vida simplesmente não merece tal lindo ato. E não, não arriscaria minha vida por ti, pois não tiveste a decência e nem piedade de fazer de minha vida algo bom, simplesmente partiu à tapas esse tolo que habita meu peito.
domingo, 24 de junho de 2012
1ª Fanfic - Um conto de Taeny.
Era uma manhã como todas as outras, despertei-me e fui logo para o banheiro cuidar de meus tratos matinais. Passei meia hora no banho, não sei como havia conseguido tal proeza, já que aquela estava sendo uma manhã fria. Meu desafio matinal era sempre a minha escolha de roupa, não gostava de sair com nada menos do que impecável de casa. Depois de relutar algum tempo coloquei um casaco de mangas compridas cor-de-rosa e aquela calça que a Jessica havia me dado no meu aniversário. Mas que eu ainda não havia tido a oportunidade de usar.
--Tiffany o café está na mesa. – Minha mãe sempre me chamava, ela não era muito fã da minha demora na escolha de roupas. – Se apresse seu chocolate vai ficar gelado.
Obedeci. Tudo o que me cairia bem naquela manhã gelada era aquele chocolate quente que só minha mãe sabia fazer. Ela havia aprendido no país onde eu nasci. A mesa posta e farta, com panquecas e frutas, não estava com muita fome então eu peguei apenas alguns morangos e tomei com meu chocolate.
Recebi uma mensagem da Yuri, ela queria que eu a encontrasse no shopping mais tarde, então agendei minha manicure para um pouco mais cedo, para não deixar Yuri esperando muito tempo no shopping. Respondi a mensagem combinando o horário. Terminei meu café, agradeci a comida e sai para cumprir minha agenda. Primeiro item de minha agenda era o ensaio para o show que teremos próxima semana.
Quando cheguei ao ensaio, só estavam presente lá a Jessica, que ficou feliz por eu estar usando a calça que ela me deu, a Sunny que estava ajeitando o cabelo diante ao espelho, a Hyo que já estava começando a ensaiar alguns passos. Larguei minha bolsa em cima de uma cadeira e me sentei ao lado da Jessica, e lá ficamos à espera das outras. Depois de algum tempo a Seo e a Soo chegaram, elas haviam passado numa cafeteria para comerem juntas. Logo depois veio a Yuri, atolada de sacolas ela estava trazendo as roupas que usaríamos na apresentação. Yoona entrou logo atrás trazendo mais sacolas.
-- Ufa, pensava que não iria acabar de trazer tantas sacolas, sorte que a Yoona me ajudou. – Yuri falava enquanto passava a mão na testa de forma cansada.
Agora só estava faltando a Tae, queria saber o que havia acontecido para ela ter se atrasado, ela geralmente é sempre a primeira a chegar. Então como todos que são vivos sempre tendem a aparecer, Tae cruzou a porta, ela estava usando aqueles óculos escuros que eu havia dado de presente a ela. Cumprimentou todas e largou a bolsa também em cima de uma cadeira, tirou os óculos escuros e pude notar que ela estava com umas olheiras nada agradáveis.
-- Bom dia Fany. – Disse ela ao sentar-se o meu lado.
--B-Bom dia Tae, o que houve noite passada? – Podia-se notar preocupação no tom de minha voz.
-- Longa história, depois eu comento com você. – respondeu.
-- Meninas, vamos começar o ensaio. – Hyo falava enquanto batia palmas, -- Todas em suas posições. Começaremos com ‘The Boys’.
Apressei-me para se encaixar naquela formação magnífica que era ‘The Boys’. Ensaiamos a cada música umas seis vezes, depois Yuri fez todas experimentarem as roupas para a apresentação, mesmo ainda ofegante. Aquela blusa branca com um colete de couro marrom estava simplesmente perfeita em mim. Depois tínhamos testes vocais, notei que Tae não estava fazendo seus agudos de uma forma prazerosa, ela estava triste, e aquilo me deixava triste também. Todas as vezes que eu ia perguntar sobre ela sempre adiava o assunto. Então tive outra ideia.
-- Tae quer ir ao shopping comigo e a Yuri? Depois você pode dormir lá em casa. – Perguntei na torcida de que ela topasse, eu não suportava vê-la triste. Ela fitou-me um instante com um olhar pensativo.
-- Sim, eu adoraria, mas sua mãe não acharia ruim não Fany?
-- Que nada Tae, minha mãe adora suas visitas. – Tae sempre se sentia meio tímida por minha mãe, mesmo ela considerando minha mãe como quase mãe dela.
Então pegamos nossas bolsas e fomos almoçar e depois iríamos para a manicure e Yuri foi para o shopping com a Sunny, iríamos encontra-las mais tarde. Durante e manicure Tae me explicou o motivo das olheiras, o namorado dela havia brigado e terminado com ela. Eu particularmente nunca gostei dele, sempre o achei um idiota. Tae começou a chorar então eu fui e lhe dei um abraço apertado.
--Ele não merece nenhuma lágrima sua amiga, eu sempre estarei aqui para você, não importa o que aconteça.
Ela enxugou as lágrimas e me deu um beijo na minha bochecha direita como agradecimento. De repente eu me sentia bastante feliz e confortável com aquilo. Terminamos na manicure e fomos para o shopping ao encontro da Yuri e Sunny. Quando chegamos lá notei que todas estavam a nossa espera, não só elas duas. Então passamos as compras. Comprei uns cremes e uns perfumes para minha mãe e uma bota para mim, pude notar que Tae ficava olhando para o celular todo o tempo. Quando olhei para o relógio já era oito da noite. Despedimos-nos delas e fomos para minha casa.
Depois que nos trocarmos para dormir, Tae estava chorando mais uma vez. Me aproximei dela e lhe passei a mão em seu rosto.
-- Porque você está chorando? – perguntei.
-- Por que eu menti pra você.
-- Mas você nunca mentiu pra mim. – Retruquei.
-- Menti, eu disse que ele brigou e terminou comigo, mas não foi. – Ela falava entre soluços. – Eu... Que briguei com ele, não podia ficar com alguém, se meu coração pertencia à outra pessoa.
E ela continuava a chorar, eu a abracei e deixei-a chorar em meu ombro.
-- Eu nunca o amei, eu sempre amei você Tiffany. – E aquilo me pegou de surpresa. Estava bastante comovida de feliz com aquela situação. Comecei a chorar junto com ela.
-- Eu também sempre lhe amei, mas nunca tive coragem de dizer. – respondi.
Então ela me apertou em seus braços e daquela forma eu queria permanecer pelo resto de minha vida.
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