segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Que piegas...

Vagando por uma praia deserta, no abandono na solidão. O vento quente atingia minha pele, o sol forte queimava-a. Apenas meus pés estavam frios, com meus passos à beira mar. Vaguei até o pôr de sol, quem diria que a noite seria mais triste que o dia, que a solidão seria pior sem luz alguma e que eu iria implorar pelo sol quente ardendo em minhas costas. Mas a noite ela é cruel e fria. E a solidão assola mais fortemente, e da solidão o desespero. Ainda me encontro vagando por aí. Onde estás? Onde fostes? Pergunto-me, caio no chão naquela areia gelada. E olho para as estrelas, que piegas. Mas em qual delas estão teus olhos? Se serve de prova de amor, você me abandonou, mas meu coração inquieto nunca deixou de buscar por você. Mesmo que o sol queime minha pele por inteiro, mesmo que eu morra de sede. Eu não me cansarei de buscar por ti.

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