terça-feira, 4 de junho de 2013

Sete com S de sorte.

Alguém já morreu de tédio no meio da aula de biologia? Se não, eu quase fui o primeiro. Honestamente, eu consigo odiar Biologia mais do que odeio matemática. Olha... isso deveria ser um recorde! Aquele povo barulhento, pessoas dormindo, pessoas batendo fotos e pessoas preocupadas com coisas tolas tipo... futebol. Enquanto o professor dissertava sobre genética. O assunto mais chato do mundo. Mais cedo eu havia acabado de ler um exemplar do primeiro livro de Harry Potter, e agora estava no completo tédio. Debrucei-me sobre o livro e tentei resolver algumas questões... Olha essa é fácil. Droga! Estava errada. O professor retirou de dentro da sua bolsa uma pilha de provas. 
- E agora as notas das provas - anunciou. 
Ótimo, agora veria que todo esse tédio na aula de biologia se tornavam em mais uma nota baixa. Mas me surpreendi a ouvir meu nome sendo chamado, o menino que sempre é um número depois do mais inteligente da sala. Ótimo, sempre estive na sombra, nunca fui inteligente mesmo. E então eu fui chamado: 
- Número Vinte! - chamou. 
Todos ficavam observando no momento em que eu levantei da cadeira. Droga! Eu fiz barulho ao sair da cadeira. Foda-se todos estão me olhando na expectativa de eu estar com nota baixa novamente. Que mesquinhos, mas nem todos, alguns estão salvos. Bem a salvos! 
E então ao tocar aquele papel branco fechei meus olhos, aí vem bomba, pensei. Mas me surpreendi com uma nota sete. Como assim? Um sete? Dois setes no mesmo dia? Em duas matérias que eu odiava? 
- Tem certeza que corrigiu corretamente? - perguntei. 
- Sim - respondeu. 
Eu estava admirado com aquilo. Nossa um sete, com S de sorte. 
Eu odiava profundamente os alunos que usavam o wi-fi da escola em seus celulares modernos e pegavam respostas das provas. Eles sempre tiravam notas boas. Ou estudava, ou pescava, ou era sortudo. No meu caso era sorte, eu odiava biologia dois demasiado. Mas prestava atenção na aula, mas ok! Eu não consegui pegar o conteúdo. 
Em casa era pior, que apostila confusa. Foda-se!
O sinal tocou, saí correndo para casa, deitei-me à cama. Naquele momento o mundo poderia explodir, eu não ligaria. 
Chegava a odiá-lo. 

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Um pequeno texto meio maluco, mas é pela perspectiva de Andrew, ele é um leitor de mentes, sua personalidade é bem obscura. Por isso o título do livro é: Obscuridade. No texto ele descreve uma de suas aulas no seu dia a dia. É um romance, não digo mais nada. 

Galera... meu livro "Diário Póstumo de Charlotte" passou pela última copy desk, e agora está indo para a diagramação. Estou bem ansioso. 
Você que leu... Obrigado novamente. 
PS: O texto não está revisado por pura preguiça do autor. Um beijo. 

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