quinta-feira, 20 de junho de 2013

Never go Back

Estava tudo tão escuro, eu quase podia sentir as gotas de esperança abandonando meu corpo. Eu estava sozinho, no escuro. Eu sei o que está acontecendo, esse é o peso da solidão... o vazio... cada vez mais profundo....
E profundo.

Tudo estava bem, pelo menos parecia que estava. Até que, senti algo dentro no meu interior morrer. A morte de um sentimento, mas que tolo, alguém reclamar disso. É apenas um sentimento. Então eu fiquei absorto com os olhos fora de órbita. Eles vagavam em busca de alguma esperança. Mas como haver esperança nesse breu profundo e solitário? Não há! Não há saída, não há luz. Não há esperança.
Para que eu vivi? O que era respirar? Eu dei algum passo sem ti? Não sei. Eu estava mais e mais absorto observando minhas memórias, memórias tão amargas quanto o gosto de sangue que um dia eu senti pulsar em minhas veias. Agora não sinto. Apenas sinto a dor. O amor esquecido dói tanto quanto o sangue que corre por debaixo de um hematoma. Cada lembrança de um toque sublime é como se um novo hematoma rompesse minha pele.
Sabe aquelas horas absurdas em que sua vida passa toda diante dos seus olhos? E que você está quase convicto de que está morrendo? Cada acontecimento especial, cada momento feliz. E eu me pergunto, qual era a razão da minha existência? Por que vivi? E então uma chuva de memórias me diz que eu vivi para amar você. Então esse é meu fim? Vivi por ti, e estou aqui definhando por ti. Salve-se e não olhe para trás, não tenha pena de mim, minha alma não tem salvação. A sua ainda tem. Perdoe-me, eu ainda te amo.
O único mundo o qual conheci agora dorme sobre as ondas do mar agitado. Tão turbulento e conturbado quanto meus pensamentos.  Mas eu me lembro, e ó como sei, ainda há esperança. Se eu não morrer, volto a viver por você. Só não desiste de mim. Lembra que eu te disse? Eu prometi nunca desistir de você.
No vasto silêncio da solidão escuto algumas palavras “Eu não desisti de você, eu também te amo”, era minha imaginação? Ou era real?
 Agora eu sinto em meu coração, uma luz. O sentimento que eu achava que havia morrido, não morreu. E então uma forte rajada de luz rompeu aquela escuridão e ao abrir os olhos eu vi a face mais bela do mundo. Eu pude saber na hora que não estava morto, pois eu já conhecia aquela face, mesmo que me lembrasse do rosto de criaturas angelicais.
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Tentei passar um pouco da letra da música Never Go Back da banda Evanescence. Bem, como eu disse, eu tentei. Mas espero que vocês tenham gostado, a música fala muito do amor e do perdão. 

"Eu percebi que vivo para amar você" 
Jairo Sarfati

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