terça-feira, 30 de abril de 2013

Winter

O frio cortante que bate em minha pele me traz a lembrança triste, daquela troca de olhares à primeira vista. Lembranças tristes de coisas não vívidas, a vida é uma solidão constante, pelo menos para mim, sempre é só, sempre é vazio. Fico afogado em sentimentos reprimidos, pensamentos oblíquos de um rosto específico... Hmm... quem é você? O que você quer de mim? Nossa...minha mente está oscilante, tão cansada da solidão a qual fora condenada, pela eternidade? Ou somente até os vermes consumirem toda a carne de meu corpo. Até que o cerne de meus ossos desapareça com o tempo... quanto tempo me resta? Anuncio que minha mente precisa de companhia, precisa de importar com alguém, querer fazer parte da vida de alguém, mas quem? Quem encararia uma mente tão conturbada e oscilante? Não sei... minha mente vaga em busca de companhia, posso não ser "a pessoa mais feliz do mundo", mas com toda a certeza, tenho felicidade, mesmo que pouca para compartilhar. E talvez quem sabe fazer alguém feliz, creio que não consiga, talvez não esteja escrito em meu destino fazer alguém feliz. Queria compartilhar minha felicidade, mesmo que pouca, contigo. Mas sou estúpido. Concordas? Deves! Tão estúpido que chegue a travar e estremecer no momento em que te vejo, incapaz de dizer um "Oi", minha boca se fecha, minha língua trava. É nessa hora, em que meu corpo e meus sentidos me abandonam, quando eu mais preciso.
O que sinto?
Não sei... não sei se é paixão, não sei se é encanto, não sei se é desejo. Mas lembro-me que no momento em que te encarei e me afoguei no mar castanho de teu olho eu sentia algo estranho. Hmm... CONFUSÃO! Minha mente perdeu-se nas feições de seu rosto. Ah não!... de novo? Eu conheço isso... Não, me recuso a acreditar. PLATONISMO!... é tudo apenas um desejo reprimido... que triste não? Aqui estou eu, incapaz de proferir uma palavra em tua direção. 

Ainda continuo esperando por seu toque, mesmo que nunca tenha o sentido. 
C. A. 

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