Algo atingiu meu peito como um tiro disparado à sangue frio. Ai meu Deus que sensação estranha é essa um disparo sem dor, algo que atravessou meu peito, algo totalmente indolor. Meu coração começou a bater fortemente de uma forma como nunca antes, será se eu estava tendo um ataque cardíaco? Não sei, e no maior desespero com o coração acelerado ele pára, acho que morri. Mas que morte seria essa sem dor alguma?
Disparo miserável, me matou. Uma figura semi-angelical vinha à minha cabeça, esse rosto era familiar...Um rosto impecável das mais lindas feições, eu sabia de quem era. "Você não está morto!" era uma voz que não era como a sua, tinha um tom infantil. "Se não estou morto que sensação fúnebre é essa?" Perguntei, se aquilo não era a morte eu já não sabia, mas aquele rosto antes citado da minha cabeça não saía. Olhei para trás à procura daquela voz infantil, dei de cara com um pequeno anjinho, tive uma quase confirmação de minha morte e a morte não era tão aterrorizante como eu pensava. "Isso não é morte é o amor" depois de e me afogar em pensamentos aquele anjinho me respondeu. "Sou o cúpido" complementou. Aquilo era bem pior que a morte, era algo que por toda a minha vida eu havia fugido, mas essa criatura vil me achou e me atingiu com sua flecha infeliz. Fez eu padecer, o amor ao meu ver é um sentimento de quase morte, você vive em função de quem ama, dei adeus a minha vida. O amor me pegou. E foi assim que eu padeci pela primeira vez naquele encanto estúpido que é o amor. Tanto tempo de fuga de nada me adiantou.
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